Do lado de dentro da minha janela é verão. Do meu lado de dentro também.
8.3.13
7.3.13
6.3.13
Se não fosse complicada não era eu. Se não tivesse dúvidas dez minutos depois de ter tido todas as certezas do mundo não era eu. Eu já sou normalmente este poço de confusões e reviravoltas, o contexto actual ainda me vira do avesso mais do que o habitual. Inspiro fundo, expiro pausadamente. Recupero a calma até me recordar que daqui a dois meses não sei como será nada. Tudo seria tão fácil se fosse como estava planeado. De certeza que neste momento estaria a pensar nas viagens de fim-de-semana, a recolher informação sobre as redondezas, a sonhar com o que me espera. Pelo contrário, não planeio nada, sugo o tutano dos dias presentes, e desespero quando sinto que estou a desperdiçar momentos que mais tarde me alimentariam as saudades. Quero ir, mas... Este "mas" chegou quando eu achava que o timing era perfeito. Não foi, nunca é. Alguns estranham a aparente serenidade e a falta de entusiasmo. Disfarço, escudando-me no muito trabalho do momento. Não posso contar que desta vez quero seguir os passos todos, fazer tudo no momento acertado, dar tempo ao tempo, saborear as pequenas coisas, mas que me falta o essencial. Este tempo que tomamos como garantido falta-me agora. E tu vais-me faltar depois, quando estiver onde quero estar...
4.3.13
1.3.13
Estou diferente, sou mais cautelosa, e não consigo aqui escrever sobre o que me apetecia. Mas digo-vos que ter visto o primeiro nascer do sol em Angkor Wat, no Cambodja, foi coisa para me trazer felicidade aos molhos, muito para além do que podia sequer imaginar. Como acho que já escrevi algures, há bem pouco tempo, acontece que termos à nossa frente, e ao mesmo tempo, tudo o que desejamos pode ser complicado e difícil de gerir. Especialmente se ambicionamos incompatibilidades, não por inconsciência, mas por acharmos que nem no maior momento de sorte nos seria dado tudo o que mais queríamos. Acontece que há momentos com os quais nem nos atrevemos a sonhar e que um dia se dão, uns mais por acaso, outros porque nos fartámos de correr atrás deles. Um dia abrimos os olhos, abrimos o coração, e damos connosco felizes, como já não achávamos possível. Ainda trememos de insegurança e arriscamos deitar tudo a perder, mas é aí que percebemos que agora tudo é diferente, e que os receios de outrora deixaram de fazer sentido. O único senão desta felicidade que poderia ser quase completa é que um dos sonhos (agora quase realidade) me afasta do outro. Mas, também contrariamente a quem já fui, vivo o tempo em que ambos são possíveis sem dissecar por aí além o futuro. O que tenho agora ninguém me tira, quanto ao resto... logo se vê.
1.2.13
a perfeição anda aqui perto
Quando à nossa felicidade se junta a felicidade dos nossos amigos, pouco mais há a pedir.
31.1.13
começa a ser real e a ganhar forma (para o bem e para o resto)
Não vou estar cá quando o bebé nascer. Bolas.
29.1.13
em contagem decrescente
Tudo ao mesmo tempo, tudo. No mesmo dia duas ofertas aparentemente irrecusáveis. Fico feliz pelas escolhas que tenho tido que fazer, mas dói-me cá dentro ter tido que dizer não a algo que queria tanto. Na hora de escolher parece que afinal não queria assim tanto. Na verdade queria, mas a razão levou-me para outro lado, e desconfio que lá no fundo, pesando tudo, as emoções seguiram a razão. Uns dizem "ainda falta tanto!", outros lamentam o pouco tempo que ainda nos sobra. Tenho os dias contados, penso de mim para mim. Começou a contagem decrescente. Há que fechar este capítulo no tempo que me resta e preparar a escrita do novo dentro do mesmo tempo.
Hoje fugi a correr, se ali continuasse íamos começar os dois a chorar. Os olhos já estavam húmidos e raiados de vermelho. Esperam-se tempos difíceis que, na verdade, são também desejados.
28.1.13
quase em modo silencioso
Tantas emoções cá dentro e outra tanta falta de palavras para as partilhar. E, sejamos honestos, falta de vontade também. Como se o abrir a boca, ou o coração, pudesse trazer azar e deitasse por terra o que tanto se ansiou. O ser cada vez mais racional que sou, de vez em quando, volta a ser a miúda que contava até ao sétimo carro e só se fosse vermelho é que o João gostava dela.
Mudei tanto nos últimos tempos que, por vezes, me admiro. Hoje, por acaso, contei a uma amiga que há poucas semanas tinha estado, praticamente um ano depois, no mesmo espaço que o filho da mãe que há um ano me tentou atingir sem olhar a meios. Ela, admirada, perguntou-me como tinha sido capaz. Não soube o que lhe responder. Achei, simplesmente, que não deveria deixar de fazer algo que me apetecia porque ele lá estava. Se ignorei as acções dele há um ano, muito mais fácil seria ignorá-las todo este tempo depois. Continuo a achar que ignorar e manter um low profile são armas poderosas. E foi também nisso que mudei. Há uns anos era uma bomba sempre pronta a explodir e a atingir quem merecesse. Passou a fase de explosão e, agora, considero que atingir alguém com silêncio e elegância é bem mais profícuo. Também aprendi a perdoar, ou a deixar passar o tempo. Fiz o impensável: um dia destes cumprimentei alguém que ignorava há anos. Precisava já de forçar a memória para me lembrar do que tinha provocado o afastamento. Não fazia sentido continuar a fazer de conta que não o via.
E é isto, tenho os assuntos que estavam por resolver resolvidos. O que desconfio que se nota aos olhos alheios, ou é isso ou ando a transbordar de charme e sensualidade, mas isto seria tema para outro post, se eu não tivesse medo que desse azar.
24.1.13
nunca o "vemo-nos por aí" fez tanto sentido
2013, em menos de um mês tornaste-te num ano que desconfio que será decisivo. A resposta esperada chegou tal e qual foi desejada. A decisão está tomada, o que não significa que os olhos não se vão encher de lágrimas. Os poucos que já sabem estão felizes e tristes ao mesmo tempo e eu também. Não tomo esta decisão de ânimo leve, embora possa parecer. Seria muito mais fácil ficar quieta, à espera que dias melhores viessem ou que a sorte desse um ar da sua graça, mas eu nunca fui pessoa de esperar passivamente e prefiro confiar no meu trabalho do que na sorte. Começar do zero dá-me uma liberdade tal que ao mesmo tempo me assusta.
17.1.13
Nem de propósito, ontem, nem sei bem porquê, escrevi aquele post. Hoje, uma das pessoas que se associou a quem tão mal me tratou, bateu-me à porta e pediu-me apoio para algo que aqui não vem ao caso. Podia ter dito que sim e, na hora da verdade, de forma anónima, ter votado contra. Teria feito boa figura. Mas não fui capaz de o fazer. As experiências menos boas do passado mostraram-me o valor da coerência e de ter uma espinha dorsal, para o bem e para o mal. Disse que não e expliquei os meus motivos. Custou-me ter esta atitude, mas não poderia ter outra.
16.1.13
já passou...
[Tive vários anos difíceis no trabalho. Chamar-lhes anos difíceis é um eufemismo. Vivi o que não desejo a ninguém (quase ninguém, que Madre Teresa só houve uma e há por aí duas ou três pessoas a quem eu desejo o inferno pelo qual passei). A dada altura, pesei prós e contras e concluí o que me pareceu óbvio: manter a minha sanidade mental devia ser a minha prioridade. Disse que não, bati o pé e bati com a porta. Ter dito que não a alguém que nunca deve ter ouvido um não na vida tornou-me um alvo a abater. Num momento de exaustão, desespero e injustiça, ter-lhe dito as verdades todas, uma por uma, também não jogou a meu favor (nunca me arrependi de o ter feito).
Se o que tinha vivido até ali era mau, o que se seguiu conseguiu ser bem pior. Alturas houve em que o meu lugar esteve em jogo. Houve ameaças, houve muito jogo sujo, houve muitas movimentações de bastidores (suponho que desconheça muitas delas). Fui em frente, tendo a certeza que não havia outro caminho a seguir. Descobri que era muito mais forte do que alguma vez tinha imaginado. Não vacilei, nunca me arrependi de nenhum dos passos que dei. Aprendi a pensar cada passo, cada palavra, cada acção. Aprendi a ser subtil e a entrar a matar nos momentos certos. Fui fiel aquilo em que acreditava (e acredito cada vez mais), bati de frente com quase tudo e todos. Foram poucos, mas houve momentos em que não consegui controlar as lágrimas. Chorei em frente a quem nunca pensei chorar. Fui mais forte do que algum dia poderia imaginar, mas a dor e o sofrimento estavam lá, escondidos por baixo da armadura que criei para me proteger. Mas houve momentos, situações, ocasiões em que a injustiça e a dor foram tão grandes que nem a armadura me valeu.
Dividi a energia entre trabalhar, trabalhar, trabalhar e assim assegurar o meu emprego, e pensar na melhor forma de agir contra todas as injustiças com que me fui deparando. Passei vários anos sem ter férias, passei verões a trabalhar no gabinete. Fui a mais produtiva, ganhei prémios internacionais. Eu, quase sozinha (tive um pilar inabalável de força que nunca duvidou de mim; nunca terei obrigados suficientes para lhe agradecer), contra tudo e todos. O que se passava era demasiado grave, demasiado rebuscado para que pudesse ser verdade aos olhos dos outros. Pequenos erros, pequenos movimentos mal pensados do outro lado, foram-me dando razão. Mas o outro lado era forte e poderoso, e ainda que eu pudesse ter razão, os outros consideravam mais seguro manter-se longe de mim. Recebi nãos que me desiludiram, que me magoaram, que nunca tinha pensado ouvir. Desisti de tentar fazer parcerias com quem não me ouvia, com quem não me queria ouvir, com quem não me dava o benefício da dúvida.
Mantive-me fiel às minhas convicções e fui em frente. Anos de um caminho quase solitário. Os outros na mesma posição que eu tinham apoio, tinham quem os levasse ao colo. Eu, além de não ter esse apoio, tinha quem me empurrasse para o fundo.
Hoje, vários anos depois, sou totalmente independente de quem me infernizou a vida e tenho o meu grupo de trabalho, criado por mim e só por mim, à custa do meu trabalho, de anos sem férias, de noites muitas curtas. Hoje, vários anos depois, tenho quem me disse não quando precisava de um sim, a querer associar-se a mim. Não dei o braço a torcer quando sabia que o meu emprego estava em jogo, fui fiel aquilo em que acreditava; hoje mantenho-me igual, tendo a certeza que ser coerente e seguir as minhas convicções foi o que me deu força para avançar e foi o que acabou por mostrar a realidade a quem a quis ver.
Há poucos dias alguém me disse que era uma mulher admirável, que lutava de forma assertiva pelo que queria, que me admirava também pela minha independência. Sorri.]
15 dias em 2013
Uma semana depois voltei ao ritmo habitual, sem tarefas pendentes e esquecidas. Pus ordem nos sonos. A casa ainda está em desordem, mas antes ela que eu. A meio do mês já recebi várias notícias boas e continuo à espera daquela. 2013, estou a gostar de ti.
O ano é novo, mas eu sou (mais ou menos) a mesma de há três semanas. De modo que mudou o último algarismo do calendário, mas os meus devaneios não se alteraram com as doze badaladas, que na verdade tiveram som de música de discoteca passada no meio de uma rua asiática invadida por uma multidão pacífica de locais e estrangeiros. Começo o ano a caminhar no arame, tendo perfeita noção de que voltar a terra firme ou pôr o pé em falso é uma decisão apenas minha. Para que lado me pende a vontade? Será necessário responder? Eu e a atracção pelo abismo continuamos grandes amigas. Mantenho-me fiel à minha máxima de sempre - manter-me fiel a mim própria - e isso basta-me.
9.1.13
2013
O meu ano começou do outro lado do mundo entre tons de laranja, amarelo e rosa, entre olhares de espanto e magia, entre chá quente e temperaturas de verão, entre olhos de muitos formatos e peles de muitos tons. Foi o melhor início de ano que poderia ter. Que ano me espera não sei, que o ponto de partida dificilmente poderia ser melhor tenho a certeza.
Depois de pouco mais de uma hora de sono comecei o ano a ver o nascer do sol num lugar de sonho que para mim foi realidade, e é assim que quero que continue a ser: transformar sonhos em realidade. Não esperar que os sonhos me batam à porta, mas continuar a lutar por eles, pelos mais acessíveis e pelos mais distantes. Se há um ano me imaginava a passar o ano no Cambodja? Nem pensar. Se há um ano imaginava que o meu dia 1 começaria com um nascer do sol de tons fortes do outro lado do mundo? De forma nenhuma. Se imaginava que o dia 1 terminaria com um pôr-do-sol visto do alto de um outro templo? Também não. E tanto, mas tanto, que não imaginava há um ano e hoje trago dentro de mim.
Que 2013 seja feito dos meus sonhos, da minha vontade de seguir em frente, de visitar novos lugares e de me reencontrar noutros locais que já foram sinónimos da minha felicidade. Que 2013 seja feito daquelas pessoas que me preenchem os dias comuns e daquelas que me encontraram naqueles dias que parecem não pertencer à minha realidade. Que 2013 continue a ser preenchido por sentimentos intensos, que haja paixão e desassossego, que haja muitos pores-do-sol e outros tantos nasceres.
27.12.12
Ora então até 2013!
O meu ano novo começa 6 horas mais cedo do que se estivesse por estes lados. Vou fazer os meus pedidos todos aos deuses daquele lado do mundo. Da última vez que lhes pedi alguma coisa foram do mais receptivos que se possa imaginar. Desde essa altura até agora tenho sido uma boa menina, portanto não espero outra coisa das divindades. Que este início de ano exótico seja o prenúncio de um ano original e alternativo.
Até daqui a uns dias, que desconfio que a vontade de vir ao blog vai ser muito pequena, mas depois conto-vos tudo, quanto mais não seja, fotograficamente.
Até 2013!
25.12.12
2013 começa no Verão
Dia de Natal no fim. Holofotes apontados para a passagem de ano. Preparativos para a coisa: fazer uma mala com roupa de Verão.
23.12.12
B.
As coisas pouco importantes vão-se apagando da nossa memória e ainda que fiquem rastos desses acontecimentos, os pormenores desaparecem em pouco tempo. De ti e de como nos conhecemos lembro-me de tudo: da sala de reuniões onde nos encontrámos pela primeira vez, da roupa que tinha vestida e da tua também, de como nos tornámos a encontrar de seguida e das primeiras palavras que trocámos, de como ficámos sentados lado a lado, de como esse foi o primeiro momento de muitos; dos jantares, das caminhadas nocturnas, dos gelados no parque, das longas conversas, das confidências partilhadas, do teu sotaque, dos copos de vinho a dois, dos sorrisos e das gargalhadas, da lua; do trabalho feito de madrugada porque todo o tempo era pouco para estarmos juntos, de estares quando sabias que seria importante para mim, daquele jantar, do pequeno-almoço que se seguiu, da tua sinceridade, do abraço e dos beijos do primeiro adeus; do reencontro, de baixarmos a guarda quando era impossível fazer outra coisa, de reapareceres quando eu achava que o fim já tinha chegado, de sermos adolescentes outra vez, de aproveitarmos todos os momentos, de ignorarmos a realidade enquanto pudemos.
Ensinei-te, mais tarde, a palavra saudade, que nos continua a acompanhar. Transformaste dias que seriam banais em dias que, desconfio, não conseguirei esquecer. Tão poucos dias em que aconteceu tanto, dias em que fui surpreendida pelo que senti e pela forma como reagi a essas emoções fora de tempo e de contexto. Faz-me a falta a tua assertividade serena, fazem-me falta as tuas histórias do outro lado do mundo e os teus pontos de vista reflectidos. Ambos sabemos o tremor de terra que provocámos um no outro, mas não sabes que és o candidato número um a pessoa mais importante do meu ano. Não to podia dizer.
Saudades tuas, muitas. E, sim, aqueles dias foram reais. Sempre soube disso, mas dava-me jeito ignorar. Muito gostaria que fizesses parte do meu 2013, embora saiba que não é possível. Que 2013 te traga toda a felicidade que mereces. Sou feliz por ti, mesmo quando a tua felicidade nos afasta.
há lá coisa melhor que amigos com sentido de humor
Contextualização: há praticamente um ano, no rescaldo de um fim pouco amistoso, o ex exige-me a devolução de um frasco de doce que havia ficado no meu frigorífico. (Sim, é verdade, não há nada que não me aconteça!)
Amiga que acompanhou os desenvolvimentos do ano passado e soube do curioso caso do frasco de doce, este ano decidiu presentear os amigos com presentes caseiros. Todos tivemos direito a bolachinhas de aveia com formato natalício e frasquinhos com doce de abóbora. Mas o meu presente trazia também um cartão onde se podia ler: "Não é preciso devolver o frasco!"
21.12.12
oh happy days!
Saber que haverá um regresso, e ainda por cima com um propósito tão nobre e válido, já me deixou sem reacção e boquiaberta, já me fez rir, já me fez passar noites em claro, já me fez acreditar que afinal ainda há justiça, já me fez chorar, já me fez recordar, já me fez sonhar. Os "me" da frase anterior podem ser substituídos por "nos". Melhor do que regressar sozinha será regressar em muito boa companhia. Há momentos em que acredito que a perfeição existe e que a utopia deixou de o ser. São momentos raros, mas existem, digo-vos eu que estou a viver um.
Timor
Há um ano tinha o coração cheio e os olhos cheios de água. Regressava do verão ao inverno sem saber exactamente o que se seguiria, mas imaginando que as saudades me roeriam por dentro. Houve alturas em que imaginei que o tanto que ficou para trás se apagaria da memória e que voltaria aos dias comuns sem grandes efeitos colaterais. Os dias, as semanas e os meses passaram e os sentimentos mantiveram-se e amplificaram-se, e a vontade de voltar continuou cá dentro. Não sou dada à passividade, nem sou dada a acreditar que as coisas boas nos batem à porta porque somos boas pessoas e nos portamos bem. Fui à luta, tentei o que pude. Não esmoreci quando soube que ainda não era daquela vez. Procurei alternativas, descobri novos caminhos. Cresci muito neste percurso de um ano que se completa agora. Timor continua cá dentro. Há algo naquele cantinho do mundo que nos deixa lá agarrados, que nos faz querer voltar, que nos faz sorrir quando nos lembramos das pessoas e das paisagens. Faz agora exactamente um ano que engolia lágrimas enquanto um avião me trazia de volta à realidade. E um ano depois confirmei o que sempre soube: vou voltar. E nada faria com que este final de ano fosse mais perfeito. 2013, ainda não começaste e eu já sei que vais deixar memórias daquelas que se enraízam para sempre (e eu nem sou pessoa de usar a palavra "sempre" em vão). Timor, em 2013 temos encontro marcado.
19.12.12
mensagem pró ano novo
2013,
Tenho a informar-te que o teu irmão mais novo se portou especialmente bem no final. E é sabido que tenho tendência a reter o que me é mais próximo em termos de tempo. Sendo assim, tenho a dizer-te que tens pela frente a árdua tarefa de não me defraudar e superar o teu mano. 2013, tu não me deixes ficar mal que eu deposito esperança aos molhos em ti!
Muito agradecida,
tua Rosa
a transbordar de felicidade (e de mais umas quantas coisas)
Ainda não estou em mim. Fui para o aeroporto de manhã sem mala. O taxista olhava para mim e confirmava vezes sem conta se eu queria mesmo ir para as partidas. Lá me desejou "Boa viagem, se for viajar!", tal era a admiração de alguém ir de viagem apenas com uma carteirita na mão. Avião para aqui, neve, muito neve, avião para ali. Antes da meia-noite estava de volta à origem. E num dia aconteceu tanta coisa boa, tantos acasos. Não aconteceu tudo, mas quase. O mundo é tão pequeno, as pessoas conhecem-se todas, as coincidências insistem em me bater à porta. Ainda estou boquiaberta e em choque. Daqueles choques bons. E o que é que eu faço agora? E porquê agora? Porquê? :-))))))
15.12.12
passado musical
Às vezes gravo CDs com as canções que ando a ouvir no momento. Escrevo-lhes o ano e o mês e arrumo-os. De vez em quando vou à gaveta dos CDs com data e escolho um. Muito mais do que recordar a música que ouvia há anos atrás, lembro-me de momentos, pessoas e sentimentos que a dada altura foram os mais importantes de todos. E lembro-me de outros eus, quando ainda não sabia que o dia de hoje seria como é.
14.12.12
finalmente a descomprimir
Podia escrever sobre os poucos dias que faltam para o Natal e do tanto que ainda falta fazer, das defesas de mestrado que começaram hoje e terminam na próxima semana, da viagem-relâmpago que farei na próxima semana, de como estou contente por a fazer e de como começo a sentir ansiedade pelos motivos que me levam a fazê-la, de como mantenho os pés na terra e de vez em quando me apetece levantar voo, de como fico feliz e grata por o meu trabalho ser reconhecido, de como me espanto por ter aprendido a desvalorizar o que realmente não interessa, das situações estranhas com que me continuo a deparar, das pessoas invulgares que felizmente se cruzam no meu caminho, dos cafés por que espero ansiosamente, do vício em rebuçados de gengibre, ou do vento e da chuva de hoje.
Mas hoje pouco mais consigo dizer além de: há muito tempo que não me sentia tão cansada.
12.12.12
evolução da coisa
- 2 vacinas no mesmo braço
- sem dor
- leve sensação de peso na parte superior do braço
- braço dói ligeiramente quando o tento levantar
- braço dói ligeiramente quanto tento atender o telefone
- braço dói quando tento atender o telefone
- braço dói que se farta quando o tento levantar
Sinto-me uma espécie de passaroco com uma asa derreada.
10.12.12
a tradição continua a ser o que sempre foi
O meu íman que atrai situações e pessoas estranhas continua em alta. Estamos em Dezembro, há que terminar o ano mantendo as (minhas) tradições.
ontem | hoje | ...
Não se fica a viver no passado, mas o passado fica presente em nós. O menos bom atenua-se, não se esquece, mas ignora-se. O bom fica cá dentro e reaparece de vez em quando e naqueles dias dá à costa em doses que nos roubam os pensamentos e a alma e os transportam para céus que se fizeram de fogo e noites que se fizeram de chuva quente. O céu e as noites mudam de cor e de temperatura de acordo com a altura do ano. Daqui a uns meses hei-de sentir arrepios ao lembrar-me das estrelas que me preencheram as noites feitas de conversas meigas em línguas que até aí julgava agrestes e que se deixaram adoçar por copos de vinho quente partilhados. O passado não me reduz o presente, nem me deixa um vazio sem volta. Pelo contrário, molda-me as arestas e desenha-me trilhos desconhecidos a percorrer sob novos céus.

saudades aos molhos
Há um ano estava em Bali. Há sítios que ficam para sempre, passe quanto tempo passar.

9.12.12
encanto desolador
Há um desencanto desolador no abandono e na destruição. Isto podia levar-me a recordar aqueles momentos na adolescência em que as minhas amigas sonhavam e idealizavam príncipes encantados e encontros ao acaso e na minha mente borbulhavam inúmeras possibilidades de fins de relacionamentos, uns mais tumultuosos que outros. Mas, por agora, fico-me pela casa abandonada que conheço há mais de meia vida e onde só entrei ontem, quase por acaso, mas que me piscou o olho, mal os meus olhos se cruzaram com ela.

8.12.12
luz, cor, frio

Sim, há relatórios para avaliar e um texto para acabar de escrever. Mas é Sábado e este Sábado mereço descanso. Roupa quentinha e vou por aí respirar o ar gelado e tirar meia dúzia de fotos a pedido. A ver vamos se isto corre bem.
7.12.12
+++
Quando se anda numa onda de azar tudo corre mal. Mas quando se trilham percursos de sorte, nada a fazer: tudo nos corre de feição. Isto para dizer que corria o risco de passar um dia inteirinho fechada num aeroporto, em Pequim. Eis senão quando a China decide mudar as regras, e não é que a partir de dia 1 de Janeiro será possível estar três dias em Pequim sem ser necessário visto? Ai 2013 que prometes tanto, tu não me desiludas!
6.12.12
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