(a minha casa italiana)
A Primavera já está por aqui há algumas semanas, embora de vez em quando o céu volte aos tons de Outono. Finalmente o frio parece ter desaparecido de vez. A casa está rodeada de flores, mas as que mas me enchem as medidas são as magnólias. Acordar, abrir as portadas e ver aquela árvore imensa cheia de flores anima as minhas manhãs, mesmo nos dias menos sorridentes.
Continuo a processar tudo o que aconteceu e está a acontecer. Ainda tenho dificuldade em escrever sobre os últimos acontecimentos, não porque me aumente a dor, mas porque a amálgama de emoções e pensamentos é enorme. Durante alguns dias pensei também se seria assunto a abordar no blog de forma frequente. Depois pensei "Por que não?". E as únicas razões que encontrei para me calar sobre a maternidade, a gravidez e os abortos estavam relacionadas com os outros, este é um assunto que não interessa a grande parte de quem me lê. Mas a verdade é que este blog (como os outros que tive antes) é um pouco de mim, apenas isso, sem pretensões a nada. E o meu eu agora inclui a maternidade, a gravidez e o aborto, como antes incluiu paixões, amores, desamores e questões profissionais. Os blogues que fui tendo, a dada altura, foram uma espécie de sofá de psiquiatra nuns dias e sacos de boxe noutros. Cumpriram sempre a sua função, não resolvendo-me os problemas, mas permitindo-me escrever e reflectir sobre eles, ajudando-me a organizar ideias e tornando os problemas mais leves. Desconfio que é disto que vou precisar nos próximos tempos, de modo que não vou excluir esta faceta da minha vida no blog. Com bastante pena minha, um destes dias cruzei-me com a infertilidade (nunca até ao segundo aborto tinha pensado em como é possível ser infértil, apesar de conseguir engravidar) e, para já, ela continua por cá, no blog e na vida. Só há uma coisa a fazer: enfrentá-la.

Algures em Espanha: foto-chavão de qualquer road trip que se preze.

Chegámos a Martigues (França) já de noite e a primeira impressão não foi boa. Pensámos que não tinhamos feito a melhor opção ao termos escolhido parar em Martigues. A manhã confirmou a nossa opção inicial. A parte bonita e interessante de Martigues é muito pequena, mas é também muito bonita.
Nice é uma confusão: trânsito pouco fluido, muita gente na rua e muita gente na praia. Desconfio que tão cedo não devemos voltar. Não somos fãs de grandes ajuntamentos. (Sim, é verdade, tenho uma adoração inexplicável por portas, janelas e portadas.)
Narbonne e a sua praia de sonho: pouca gente, silêncio quase absoluto, paz e sossego. É para voltar em breve!
Mais uma daquelas que fazem parte do álbum de qualquer road trip. Algures em França.
Ainda no primeiro dia de viagem, em Espanha. Esta já foi parar à capa de um documento de trabalho meu. Deu-me gozo quando colocaram a questão dos direitos da fotografia da capa e respondi "É minha!".
Em Avignon, tive pena de não ter ficado por lá a deambular mais tempo.
San Sebastian, em Espanha, com a certeza de que temos que arranjar uns dias para circularmos por lá com mais tempo.




Desejos no templo de A-Ma em Macau. Em 2011 deixei lá pendurado um meu. Os deuses orientais foram amigos. Três anos depois posso afirmar que o meu desejo foi satisfeito. Desconfio que este ano lá ficará outro!


(cores de Burano, 2013)














