18.5.16
12.5.16
não há coisa melhor :)
O Miguel começou há poucos dias a agarrar-me a mão para que eu vá com ele para aqui e para ali. E hoje agarrou-me a mão e adormeceu logo a seguir.
31 semanas!
31 semanas completas! Ainda não estou bem em mim! Estou tão incrédula com a velocidade a que o tempo está a passar que ainda não preparei nada de nada. Eu bem me prometi que desta vez iria fazer as malas com muito tempo de antecedência, não fosse haver alguma surpresa, mas já começo a achar que vou repetir o que fiz na gravidez do Miguel (e que na verdade não correu nada mal!).
Confirmo que o segundo filho é um "desgraçado"! Para o primeiro arranja-se tudo com mil e um cuidados e muitas mariquices. Aliás, compra-se tudo o que é necessário e muito completamente desnecessário. O segundo filho... bom, o segundo, a ver o que se passa pelos meus lados, está cheio de sorte porque não me esqueço de ir às consultas e tomar as vitaminas! :D Tudo o resto são pormenores: roupas? (parece que há por ali do irmão! bebés de estações diferentes? isso é detalhe!), berço? (uns dias antes do parto monta-se o do irmão), ovo e carrinho? (estão na garagem, é só limpar), produtos de higiene? (acho que ainda há ali de tudo), fraldas? (isso tenho mesmo que comprar, não esquecer!). A sorte é eu não pensar ter um terceiro filho, ou o pobre ainda nascia e eu nem sabia que estava grávida!
Bom, na verdade não me posso lembrar apenas das consultas e das vitaminas. Os diabetes gostaram de mim da outra vez e decidiram fazer nova visita. Os resultados da curva da glicémia foram bem piores agora do que na gravidez do Miguel, mas estou a conseguir controlar melhor os valores da glicose desta vez. Imagino que a experiência da gravidez anterior esteja a dar os seus frutos. Nada de arroz, nem de massa, nada de pão, um quase nada de batata, muitos legumes, carne, peixe e ovos à vontade e consigo ter bons resultados (basicamente estou a fazer uma dieta paleo low carb!). Os valores da glicose em jejum começam a ser problemáticos (já na gravidez do Miguel foram a minha maior dor de cabeça), mas fazendo uma mini-ceia antes de dormir e acordando cedo (como se o Miguel me deixasse levantar tarde!) tenho conseguido não ultrapassar o valor de referência.
Os diabetes são uma dor de cabeça, mas têm um efeito positivo: 31 semanas e 4 quilos a mais. Estou pançuda (mais do que na gravidez do Miguel), mas as calças caem (só não caem porque a barriga as mantém bem seguras!). Desde que comecei a dieta radical dos diabetes que o peso não aumenta. Estou ansiosa pela próxima consulta para saber se está tudo bem com o pequeno J.. Na gravidez do Miguel desesperei por estar a perder peso na recta final da gravidez, mas só eu emagreci, não o bebé. Espero que a história se repita.
9.5.16
Melancia for babies - já online! oh yeah!
E a nova aventura começou: a "Melancia for babies" está online! :-)
Para quem passar por aqui e se perder de amores por alguma peça da Melancia: código promocional PORAI10 e têm direito a 10% de desconto em todas as encomendas realizadas até 15 de Maio.
(O código é introduzido no momento do checkout.)
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8.5.16
Melancia for babies!
Cá está o motivo do longo silêncio! Na Segunda haverá loja online. Roupa divertida, confortável e orgânica para bebés até aos 2 anos.
Espreitem e, se tiverem ideias para melhorar ou tornar a loja mais amigável, digam coisas :) Enviem mail com as vossas sugestões se tiverem paciência e não se importarem de perder uns minutos comigo. E com o mail ali atrás estou-vos a dizer que afinal a Rosa não é Rosa! ;)
11.4.16
8.4.16
o segundo filho
Tudo se começa a tornar verdadeiramente real. Fui à caixa da roupa de 0-3 meses do Miguel e seleccionei aquilo que é possível usar quando o J. nascer. O Miguel nasceu no pico do Inverno, o J. nascerá (se tudo correr como o esperado) no pico do Verão, mas ainda assim há uma série de peças que é possível reutilizar. O pai acha que o J. tem necessidade de ter muita roupa nova, que não pode ser um infeliz que só usará roupa em segunda mão. Eu sou bem mais prática. Para já tudo o que puder usar do irmão, usará. Deixemos esse tipo de preocupações para mais tarde, para quando o próprio J. tiver noção do que veste.
5.4.16
adeus segundo trimestre!
No último dia do segundo trimestre ultrapassou já as 800 gramas e mede mais de 30 centímetros. Todas as medidas estão na média e tudo o que era suposto ver-se está lá. Eu estou óptima, a gostar de estar grávida, o que é quase uma novidade para mim. Sinto-o constantemente e essa é mesmo uma das melhores sensações que é possível ter. Peso mais 4 quilos do que quando engravidei e daqui a uns dias irei repetir a análise para despistagem dos diabetes. A torcer para que não dêem sinal de si, mas se isso acontecer já não será tudo novidade e sinto-me mais informada para o que se segue.
há 2 anos
Ispra, Itália
Há dois anos, neste mesmo dia, tirei esta foto. Fazíamos caminhadas de fim de tarde junto ao lago, porque ficarmos fechados em casa não era opção. Estava no rescaldo do segundo aborto, com a certeza de que queria fazer tudo o que me fosse possível para que ter um filho não se ficasse pelo sonho, mas o receio de que à terceira não fosse de vez estava presente. Nem sequer sabia se chegaria a haver uma terceira gravidez. Tinha levado meio ano a engravidar pela segunda vez e tudo estava no campo das incógnitas. Não podia saber que nesse mesmo mês voltaria grávida de Hong Kong e que dois anos depois este seria o meu último dia do segundo trimestre da minha quinta gravidez.
4.4.16
eu e as lojas
Bebé a dormir a sesta (finalmente faz sestas que duram mais de uma hora!) e eu a editar fotos e a colocá-las no site da loja.
Esta não é a minha primeira loja online. Há mais ou menos 10 anos, aventurei-me, quase sem dar conta, pela primeira vez. Não tive a primeira loja a nascer num blog, mas não terei andado muito longe disso. Nessa altura foi tudo muito amador, muito feito sem pensar no que estava realmente a acontecer e sem ambição. O "Vento na Praia" ficou-me na memória e no coração. Foram muitos meses sem tempo para quase mais nada. Fazia as peças de bijuteria à noite. Madrugava para as fotografar com aquela luz clara que só as manhãs têm. Editava as fotografias e publicava-as no blog-loja. Saía de casa e ia trabalhar. Durante o dia ia respondendo aos mails de dúvidas e encomendas, enquanto roubava uns minutos ao trabalho a sério. Ao fim do dia voltava a casa, embalava as encomendas e corria até aos correios que fechavam às 19. À noite recomeçava o ciclo e fazia peças novas. Combinava as contas nas palmas das mãos. Na maior parte das vezes perdia mais tempo a experimentar combinações de cores e materiais do que a fazer as peças propriamente ditas. Gastava muito tempo a pesquisar materiais novos e era obrigatório fazer uma pesquisa de "bead shops" onde quer que fosse. A loja, que começou como brincadeira, cresceu e dei comigo a enviar peças para todos os continentes e a ter peças minhas à venda em lojas da Coreia e do Japão. Apareci na TV, em jornais e revistas. Uns meses depois não resisti a abrir uma loja real (a Lollipop), em sociedade, e experimentei a outra dimensão de ter uma loja. Foram meses sem tempo para respirar, sem fins-de-semana, sem jantares prolongados, a entrar em casa sempre depois da meia-noite (sim, a minha loja real tinha um horário bastante alternativo) e foram meses dos quais guardo excelentes recordações. Depois, dada a dimensão do "Vento na Praia", vi-me obrigada a ter que optar entre a minha vida profissional a sério e a bijuteria, pela qual me tinha apaixonado verdadeiramente. Escolhi o meu primeiro amor e como não sei fazer nada assim-assim, achei que era tempo de o "Vento na Praia" desaparecer. Ficaram as recordações e o bichinho, que agora volta a dar sinal de si, ainda que de forma completamente diferente.
2.4.16
25 semanas e uma loja :D
Tanta coisa que podia escrever por aqui, mas o tempo (ou a falta dele) não me me deixam. Há umas semanas voltei a sentir-me eu. Eu, a pessoa que existia antes de ser mãe com uma série de ajustes feitos após a maternidade. Não voltei ao ponto de partida (não sei se alguma mulher mãe volta), mas voltei a sentir-me eu, bem comigo própria, com o meu novo ritmo e a minha nova noção de como gerir o tempo. Não há tempo para tudo o que gostaria, nem há tempo para tudo o que havia antes, mas há tempo bem gerido e muito bem passado. Precisei de mais de um ano até atingir o meu novo ponto de equilíbrio, que na verdade daqui a umas semanas voltará de novo ao tapete!
Continuo a ser mãe a tempo inteiro (quem diria há não muito tempo que me sentiria bem nesta pele?), decidi que este tempo era meu - nosso - e que o deveria ocupar da forma que me - nos - fizer sentir melhor. Afinal esta é uma fase que não sei quando terminará e que dificilmente se tornará a repetir.
Já ultrapassei as 25 semanas de J., mais uns dias e entro no 3º trimestre (glup! O que aconteceu desta vez? O tempo acelerou e eu não me apercebi?). Estamos bem: ele crescido, eu pançuda. Ainda não preparei nem comprei mais nada para o rebento (OK, confirmam-se as teorias sobre o segundo filho!). Ando numa descontracção sem igual, a achar que ainda falta muito para o nascimento e que há tempo para tudo e mais alguma coisa. Na verdade, e apesar da barriga de 6 meses, continua a parecer-me algo irreal estar grávida de novo, de modo que ainda mais irreal me parece que um destes dias tenha de novo um recém-nascido em casa. A não ser que algo saia do fio condutor definido quero repetir a receita anterior: bebé nasce em Itália, vimos para casa e a vida continua como será a partir daí - a quatro. Não quero cá mais ninguém, não quero visitas nem ajudas vindas de Portugal. É loucura? Talvez seja, mas a verdade é que vamos ter que nos desenrascar a quatro daí para a frente, por que não começar logo do dia um do nosso novo mundo? Ter cá alguém estranho (ao ambiente, ainda que próximo) causaria, do meu ponto de vista, mais entropia do que outra coisa qualquer, de maneira que vou ser louca pela segunda vez (já que da primeira correu bem) e acreditar que daremos conta do recado sozinhos.
Na verdade, a minha descontracção é tanta que decidi pôr em marcha uma ideia com mais de um ano. Descobri algum tempo depois de engravidar, e confirmei depois de ser mãe, que a maior parte da roupa para recém-nascidos que se vê por aí não me cativa. Não a acho prática, nem bonita, nem particularmente interessante em termos de design nem de materiais. Daí a ter vontade de dar a conhecer aos outros, e a vender, o que realmente me agrada foram meia dúzia de passos. Depois decidi ter juízo e ficar quieta. Pois que assim que me comecei a sentir bem comigo esta ideia me começou de novo a povoar os pensamentos. E, como eu ainda sou quem era, dada a decisões tomadas num abrir e fechar de olhos, de um dia para o outro decidi que haveria mesmo loja online a vender roupa de bebé prática, bonita, de qualidade, e sem estilo rococó. Ando nisto há umas semanas, a tratar completamente sozinha das várias frentes da coisa. Habemus formalidades tratadas, site a avançar, encomendas feitas e mini-roupas já a chegar. Mais umas semanitas e eis que nasce a loja, ainda antes do J.!
11.3.16
22 semanas!
Já ultrapassei o meio caminho da gravidez! 22 semanas, 2,5 quilos a mais e só agora começo a estar verdadeiramente consciente de que estou grávida de novo. Penso que os movimentos constantes do bebé J. não serão totalmente alheios a esta chamada à realidade. Ontem comprei-lhe a primeira fatiota e não resisti aos mapas, antiga paixão minha.
É certo que vai usar grande parte das roupas do irmão mais velho (vou ter um mais velho e um mais novo, ainda não estou totalmente habituada a ser mãe de um e toma lá... vais ser mãe de dois!), mas também terá direito a algumas peças para estrear (quanto mais não seja porque vai nascer no Verão e o Miguel foi um bebé do frio). Continuo a ser apologista de roupa prática e confortável e a fugir a 7 pés de folhos, laços, golas à Luis XIV e outras coisas que tais. Desde que descobri as marcas nórdicas que não quero outra coisa: conforto, cores giras e padrões divertidos.
15.2.16
12.2.16
18 semanas!
Oh yeah: 18 semanas e... sem diabetes gestacionais! Dou pulos de felicidade e como um bolo a escorrer creme para comemorar! Nãaa, nada disso! Bebi esta semana aquele xarope medonho e descobri que (ainda) não tenho diabetes. Fiz a análise mais cedo que o habitual por ter tido diabetes na gravidez do Miguel e lá fui eu a tremer que nem varas verdes na hora de receber o resultado. Para já tudo OK! Tenho tido cuidado com a alimentação, até porque os enjoos só acalmavam se não comesse hidratos de carbono (acho que foi esta semana que os enjoos se foram de vez!) e, não sei se resultado disso ou não, os valores de glicose estão bons e recomendam-se.
O J. faz-se sentir muito de vez em quando e parece que a pança me fez engordar um quilo e meio. Achava eu que por esta ser a minha última gravidez iria fazer questão de exibir a barriga desde cedo, mas continua a dar-me gozo disfarçar a protuberância abdominal com a roupa certa e manter este assunto privado.
Estou de baixa por gravidez de risco, o que significa que não vou voltar ao trabalho. Tenho que admitir que é algo que me agrada porque assim poderei continuar com o Miguel em casa pelo menos até final do ano. A creche já foi cancelada e voltará a ficar comigo a tempo inteiro. Quem tem miúdos na creche defende que ele lá devia continuar para socializar com outros miúdos. Li muito sobre isto, falei com educadoras, e as opiniões dos entendidos são unânimes: as crianças só começam a socializar por volta dos 3 anos. Se até aí puderem estar com os pais ou avós só têm a ganhar. De modo que foi simples tomar a decisão de tirar o Miguel da creche, uma vez que eu não voltarei ao trabalho tão cedo.
Quem diria, sou mãe a tempo inteiro há mais de um ano e assim continuarei pelo menos até final do ano!
e é isto
Ia escrever que tenho andado afastada do blog por falta de vontade de escrever, mas na verdade não é bem isso. É aquele travão mental que de vez em quando nos recorda que há quem leia isto e não me convém ser um livro totalmente aberto. Passa-se muita coisa, muitas mudanças e eu ando a processar tudo de forma silenciosa. Ainda não me encontrei no meio de tudo isto, o que não me parece assim tão estranho se recordarmos que há mais ou menos três anos vivia no lugar de quase sempre, viajava livremente quando e para onde me apetecia, não tinha obrigações familiares e estava prestes a abraçar um novo desafio profissional. Três anos depois sou outra. Tudo mudou. Depois de várias tentativas sou mãe e estou quase a ser de novo. Não tenho qualquer dúvida de que esta é a maior loucura da minha vida (e consigo contar tantas!), mas também não tenho qualquer dúvida que este é o caminho a seguir. Três anos depois tenho uma família de três, quase quatro. Este passou a ser o factor fundamental para a tomada de qualquer tipo de decisão, e tem consequências a todos os níveis da minha vida. E é aqui que tenho tanto, mas mesmo tanto, para assimilar e processar e decidir. Sigo o caminho tradicional ou faço das minhas, mando o que é suposto ser e fazer às urtigas, e sigo o caminho que agora me apetece? Diria que se está mesmo a ver a minha opção, mas deixem-me ruminar mais uns tempos sobre o assunto e depois se verá.
20.1.16
15 semanas!
Estou no quarto mês, e daqui a mais 5 semanas estarei a meio do caminho. Apesar das primeiras semanas terem passado devagar (não devagar como na gravidez do Miguel, que isto de já ter um filho em casa transforma completamente a forma como o tempo passa), sinto que agora o ritmo acelerou. Os enjoos, que já tinham acalmado, de vez em quando voltam a dar sinal (não deviam ter passado já? Humpf!). Mantém-se o sono, muito sono mesmo (desconfio que chegar ao final dos dias mais cansada por ter um bebé que não pára também deve ajudar à sensação de olhos a querer fechar) e já tive direito a uma ida às urgências porque tive uma pequena hemorragia (tal como na gravidez do Miguel não conseguem encontrar explicação para estas perdas). De resto tudo normal. Peso mais um quilo do que antes de engravidar, e ainda peso menos do que quando engravidei do Miguel. Penso que estou ligeiramente mais pançuda do que na mesma fase da gravidez do mini-urso, mas a verdade é que depois de às 6 ou 7 semanas já me sentir barriguda, a barriga decidiu não crescer ao mesmo ritmo. Passo bem por não-grávida.
Regresso ao trabalho no próximo mês, depois de mais de um ano fora após o nascimento do Miguel. E regresso... grávida. Ainda ninguém sabe. Rio-me da surpresa que vou provocar e das conversas de corredor que a minha nova gravidez vai gerar.
18.1.16
noc noc
Um dia antes de completar as 15 semanas o rapaz decidiu que era altura de se fazer sentir de forma inequívoca. Dois ou três movimentos muito suaves e em nada semelhantes ao movimento brusco que senti na gravidez do Miguel, quando já tinha ultrapassado as 20 semanas. Parece que desta vez a placenta não está virada para a parte da frente da minha barriga, o que deve ter ajudado a sentir o rebento mais cedo.
Já o sinto a mexer, já o sinto a mexer! Yeah!
14.1.16
habemus resultados!
Desta vez os resultados do teste Harmony chegaram uns dias mais cedo (desconfio que haver concorrência para o Harmony deve ter feito acelerar o processo). Os resultados são aqueles que esperava e... vou continuar em minoria cá em casa!
13.1.16
pele de grávida
Para ter esta pele era quase capaz de estar sempre grávida. Os diabetes podem estar a preparar-se para entrar em cena, posso andar com a pressão tão baixa que de vez em quando tenho direito a experimentar a vertigem de uma tontura, mas a gravidez traz-me de volta a pele de bebé.
10.1.16
as teorias da maternidade 2
Alguém fez questão de telefonar de Portugal para Itália para me informar que os antigos (sejam lá quem forem) diziam que não se deve comer enquanto se amamenta.
Ouvi e calei.
Ainda estava na fase de querer ser simpática, por maiores que fossem os disparates que me dissessem. A postura mudou entretanto. Agora faço questão que me expliquem todos os fenómenos que me tentam impingir. Quero conhecer a relação causa-efeito. Costuma ser remédio santo para deixarem de insistir, embora quem tente vender os disparates continue a acreditar neles, mas isso é algo que não me diz respeito nem me interessa.
9.1.16
menino 1 - 1 menina
Quase 7 centímetros de gente e tudo aparentemente normal. É uma criatura irrequieta que não sossegou durante toda a ecografia.
Sobre o sexo da pequena criatura temos um empate técnico: médico português fez uma aposta, médica italiana apostou no sentido contrário. E pela segunda vez vou saber o sexo do bebé por mail, quando receber os resultados do Harmony. Era da tecnologia, não há como a contrariar!
8.1.16
13 semanas
Amanhã há nova consulta.
Passadas as semanas iniciais ando estranhamente serena. Ultrapassei a barreira onde me costumo estatelar e agora aguardo calmamente os resultados do teste Harmony. O teste não foi feito na data prevista (nada de teste Harmony na semana do Natal nem na do ano novo), de modo que há que esperar até quase ao final do mês para ter notícias, que se esperam boas. O teste contará também qual o sexo da criança. Na última ecografia, em Portugal, e sem que eu perguntasse (na gravidez do Miguel perguntei ao mesmo médico se já dava para perceber se era menino ou menina e ele mandou-me dar uma grande volta, dizendo que ainda era muito cedo), o médico disse-me qual era o palpite dele. Não partilhei a novidade com ninguém. Se houve coisa que mudou em mim da gravidez do Miguel para esta foi a ausência de pressa. Para quê partilhar já o que daqui a pouco será do domínio público? Durante estas semanas o palpite do médico, que não passa disso mesmo, é só meu.
Continuo ligeiramente enjoada se comer hidratos de carbono, embora os enjoos maiores tenham sumido por volta das 11 semanas. Desde a descoberta dos diabetes na gravidez do Miguel que a fruta para mim era basicamente sinónimo de maçãs. Nas últimas semanas ando a comer laranjas de forma quase compulsiva. Acho que me estou a preparar para a chegada de novo dos diabetes, e a fugir às maçãs enquanto posso.
As semanas passadas em Portugal, como já era esperado, correram a galope. Sem dar por isso dou comigo com as 13 semanas já completas e o primeiro trimestre ultrapassado. Continuo a ter plena consciência da inconsciência que é estar à espera de um segundo filho quando o primeiro acabou de completar um ano. Não consigo sequer imaginar o que me espera nos primeiros tempos. Centro-me nas muitas mulheres que passaram pelo mesmo e sobreviveram com a sanidade mental intacta. Ter um filho longe de tudo e de todos e praticamente não ter ajuda nenhuma não é pêra doce, ter dois com idades tão próximas não consigo imaginar como será, mas espero descobrir em breve. A ignorância e a inconsciência de mãos dadas, para bem do aumento demográfico do globo.
3.1.16
2016
Não reflecti ainda sobre o já ultrapassado 2015 e não há ainda resoluções ponderadas para 2016. Estar de férias "em casa" come-me o tempo de uma forma que não tem explicação. Os dias voam e se olhar para estas quase três semanas em Portugal concluo que não fiz grande coisa. Espero que os primeiros dias de volta à rotina italiana me dêem alguns momentos de silêncio e sossego para estas reflexões não essenciais, mas que me ajudam a estabelecer metas e a manter o equilíbrio.
Sem necessidade de grandes reflexões, penso no melhor e assumo que 2016 será mais um ano em grande: adivinha-se uma família que passa de três para quatro e uma mudança de país. Sabemos que nos vamos mudar, sabemos qual o plano B no caso do plano A não correr bem, mas vamos lutar o mais possível pelo nosso plano A. Aliás, estamos a tratar dele já há alguns meses, mas nem tudo depende de nós. Quanto ao quarto elemento da família, eu diria que vem aí mais um nome começado por M, mas a minha intuição pode falhar. Mais umas semanas e haverá certezas.
22.12.15
as teorias da maternidade 1
Vir a Portugal é ouvir pérolas quase que diariamente (se morasse cá ou teria já perdido a pouca sanidade mental que ainda me sobra ou teria saltado de uma ponte, não me ocorre terceira opção).
- Dei duas tesouradas à franja do miúdo que ele já tinha o cabelo quase dentro dos olhos.
- Mas não pode cortar o cabelo do bebé antes de completar um ano ou depois o bebé não cresce!
Salta-me a tampa interiormente, mas peço que me explique a relação entre o corte de cabelo e o bloqueio no crescimento do petiz.
- Ah, estava a brincar...
E meia dúzia de segundos depois:
- Cortaram o cabelo ao não-sei-das-quantas ainda ele não tinha um ano e parou de crescer. Tiveram que o passar por baixo do andor do Santo não-me-lembro-do-nome-do-raio-do-santo para voltar a crescer.
Eu, já sem paciência nenhuma:
- Ah, pronto, se passar por baixo do andor reverte a situação temos o problema resolvido.
1 ano de Miguel
Há 1 ano era mãe há poucas horas. Nunca tinha mudado uma fralda e o meu contacto com bebés era igual a nenhum. Ainda assim, e talvez fruto do meu risco pelo abismo, o que me apetecia mesmo era pegar naquele recém-nascido de 3 quilos e ir para casa viver o Natal com deve ser. Tive que esperar dois dias e às 8 da noite do dia 24 entrámos a casa a três. E tudo mudou. Não vou dizer que foi tudo fácil e cor-de-rosa porque não foi, ainda hoje me estou a adaptar à nova realidade. Mas também não é o bicho de sete cabeças que às vezes nos querem dar a entender que é, ou não estaria agora grávida de novo (sou uma inconsciente e não faço ideia nenhuma daquilo em que me estou a meter, essa é que é essa!).
Ainda não acredito, um ano?
16.12.15
até já, em Portugal!
Vamos para Portugal sem alterações na data prevista. Vamos quatro: três e um escondido. Pouco mais de dois centímetros e meio de gente que se inicia assim nas viagens de avião, nas viagens por outros países já se iniciou com poucos milímetros.
Os enjoos começam a atenuar, mas a maior parte da comida continua a fazer torcer-me o nariz. Acho que isto é coisa para se resolver em Portugal, com comida tradicional e com o Natal.
Tal como na gravidez do Miguel não vou fazer o rastreio do primeiro trimestre. Na próxima semana faço pela segunda vez o teste Harmony (fujo a sete pés de uma amniocentese quase certa, dada a minha idade e o meu histórico), e depois é esperar umas duas ou três semanas até haver resultados. Espero que o Natal e o ano novo não atrasem isto tudo, mas o mais importante é que os resultados não mostrem aquilo que nenhuma mãe quer ver, venham os resultados quando vierem. Com o relatório do teste virá também o veredicto sobre o sexo do bebé. Espero poder festejar a chegada de mais um rapaz ou da primeira rapariga, porque isso significará que os resultados não indicam nada de estranho e me permitem focar naquilo que é completamente acessório.
12.12.15
9 semanas!
Custa-me "comemorar" as 9 semanas sem um comprovativo de que chegámos efectivamente lá. Desta vez, como na vez anterior em que aqui chegámos, há um misto de alegria e desconfiança, uma amálgama de acreditar e de receio. Não sei se poderá ser de outra forma depois de nos perdermos pelo caminho 3 vezes.
Haverá nova eco no dia antes de ir para Portugal. Admito que tenho algum medo de ficar em terra. Este também não seria um inédito. Na segunda gravidez abortei no dia antes da viagem e fui, naturalmente, proibida de voar. Desta vez a viagem tem um significado diferente. É Natal e o último Natal foi passado sem a família por perto, ainda que pelo melhor motivo que poderíamos ter. Este ano apetece-nos realmente pegar em nós e rumar a um Natal menos gelado no clima e na companhia.
Quero acreditar que esta semana pegaremos nas malas e irei, entre outras coisas, matar saudades do meu mar. A ver vamos.
11.12.15
nova fase
Já não é possível adiar mais o meu regresso ao trabalho. O Miguel começa a creche em Janeiro. Até ir para a pré-primária fui criada em casa pela minha mãe, totalmente dedicada a mim. Talvez por isso para mim tenha sido importante ficar em casa pelo menos até o Miguel completar um ano. Fazia-me confusão entregar um recém-nascido a alguém estranho. Tive a sorte de trabalhar num contexto que me permitiu ficar em casa este tempo todo, entre licença de maternidade e licença parental.
Nos dois últimos dias fomos à creche, primeiro ter uma reunião com a directora, e no dia seguinte conhecer o espaço e as educadoras. Adorámos o espaço e as pessoas. Gostei particularmente do sossego e do silêncio, do espaço amplo, e de ter percebido que respeitam o ritmo de cada criança. Se antes de visitar a creche ainda estava de pé atrás por ir deixar de ter o meu filho comigo 24 horas por dia, esse receio sumiu quando o pus no chão e ele, sem medos nem angústias, gatinhou pela sala, começou a explorar os brinquedos e a seguir a única miúda que já caminhava. Começamos a adaptação em Janeiro e de acordo com a evolução logo se vê por quantas semanas irá apenas parte do dia.
8.12.15
8 semanas
As 8 semanas chegaram e a ecografia mostrou-me um embrião de pernas para o ar com o coração a bater forte. Pela segunda vez chegámos aqui. O receio não diminuiu, mas ultrapassámos mais um obstáculo. Continuo enjoada e juro que se não tivesse visto que era só um embrião começaria a achar que estava grávida de gémeos. Sim, eu sei que é suposto na segunda gravidez a barriga fazer-se notar mais cedo, mas bolas! Eu estou grávida de 8 semanas e estou mais pançuda do que na gravidez do Miguel com umas 16 ou 17 semanas. A continuar assim não sei onde irei parar, mas sei como lá vou chegar: a rebolar!
3.12.15
7 semanas e 5 dias
Ontem durante o dia a sensação de náusea deu-me tréguas. Vi a vida a andar para trás. Pensei de imediato que a maldição das 7 semanas tinha voltado a atacar. À noite os enjoos voltaram em força. Fiquei mais descansada enquanto lutava para conseguir comer alguma coisa ao jantar. Quase não consegui. Numa situação normal sou feliz alimentada a ovos e cogumelos. Ontem não consegui comer os meus adorados cogumelos gratinados com queijo. Tudo o que tenha um sabor mais acentuado faz com que o meu estômago dê meia dúzia de pinotes. Nesta fase sabem-me bem os sabores simples, pouco ou nada condimentados. O meu pequeno-almoço foram tomates-cereja, ovos mexidos e café com leite. Os tomates souberam-me bem, o resto nem por isso.
7 semanas e 5 dias e aparentemente tudo normal. Há esperança.
2.12.15
a árvore de Natal, o pequeno panda e as luzinhas
Temos árvore de Natal há para aí uma hora. A pequena criatura que habita cá em casa ainda não a destruiu, estou estupefacta! É certo que tentou comer algumas luzes, mas tirando isso, para já, tudo está sereno.
29.11.15
A semana
Entrámos na semana complicada, aquela que só por uma vez conseguimos ultrapassar. Espero, daqui a uma semana, poder dizer que pela segunda vez vencemos este obstáculo.
26.11.15
como estás?
Enjoada, ou porque acabei de comer ou porque tenho fome. Não consigo perceber onde acaba a sensação de ter acabado de comer meio leitão e onde começa a sensação de estar esfomeada por não trincar nada para aí há uns 15 dias.
Na verdade, apesar do desconforto, esta sensação de enjoo permanente deixa-me mais descansada.
24.11.15
6 semanas!
O dia da ecografia chegou finalmente. Para além de uma pequena esfera de células tive direito a ouvir um pequeno coração galopante. A semana em que habitualmente os sonhos caem por terra ainda não chegou, mas há que celebrar cada pequena vitória, independentemente do que virá. Hoje voltei a saber que tenho dois corações a bater dentro de mim, e há poucas coisas com um sabor mais doce que este.
tudo ou nada, como sempre
Trabalho de sonho, em destino de sonho (um cenário com águas límpidas azuis e transparentes, palmeiras e calor, muito calor), bate-me à porta numa altura em que me é impossível dizer que sim. Eu, grávida, sou uma espécie de bomba-relógio. Não posso arriscar percorrer meio mundo neste estado. E custa-me tanto, mas mesmo tanto, dizer que não a algo que queria com todas as minhas forças.
17.11.15
esperar
Estou, mais uma vez, nesta fase da espera, já tão minha conhecida, mas nem por isso mais fácil. Da última vez custou menos. Estava de férias, mais distraída entre a piscina e os passeios. Agora estou rodeada de dias comuns, daqueles dias aborrecidos de Inverno, em que às cinco horas é de noite e em que o tempo, só por si, já parece custar mais a passar. Estou de novo nesta fase dos dias que não avançam e das semanas que ganham dimensões de meses. Da última vez, mais descontraída pelas férias e porque a última gravidez tinha sido bem sucedida, estava mais confiante. Marquei a primeira ecografia para a semana em que os sonhos costumam tombar. Sabia que independentemente do resultado nada poderia fazer para o alterar, de modo que decidi não ir a correr para o consultório. Não cheguei a ir a essa consulta. Não chegámos lá. Desta vez marquei a ecografia para a semana anterior à semana da prova de fogo. Falta uma semana e os dias parecem não querer avançar. Às vezes dou comigo a perguntar-me como é que voltei a estar nesta posição. Talvez seja loucura, talvez seja inconsciência. Não é fácil tornar a estar aqui, assim, sem saber para que lado penderá o prato da balança desta vez. Mas sei que estou no sítio em que é suposto estar. Uma semana, só falta uma semana.
13.11.15
é torcer, minha gente, é torcer!
Tanta, tanta coisa a acontecer, menos o blog.
O mais importante: o resultado do jogo ainda está em aberto. Sou doida varrida, eu sei. Torçam muito pormim nós.
O mais importante: o resultado do jogo ainda está em aberto. Sou doida varrida, eu sei. Torçam muito por
10.10.15
ninguém o pára!
Depois de muito aperfeiçoar a técnica de gatinhar para trás, descobriu que a coisa também funciona para a frente.
6.10.15
nunca irei entender
Mediante o panorama político actual não há grande voltar a dar: não voltarei a Portugal tão cedo. Custa-me especialmente pelos meus pais, mas não tenho alternativa. O problema deve ser meu, porque se uma parte considerável dos Portugueses quer que o país continue como está (já se sabe que vai piorar, mas façamos de conta que continuará igual) é porque a situação deve ser favorável. Estou fora do país há 2 anos e meio, deve ter melhorado muito entretanto e eu não me apercebi.
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