17.6.16

outra novidade desta gravidez

Na gravidez do Miguel só soube o que eram contracções no momento do parto (oxitocina + contracções --> forma radical de entrar em contacto com as contracções!). Desta vez começaram a aparecer de mansinho, eu nem sabia bem se eram contracções ou não. Agora já não restam dúvidas. Olá contracções, sejam bem-vindas!

16.6.16

diabetes - a saga

Continuo apenas com a dieta, embora o endocrinologista me tenha dito para começar com a insulina. Não estou a ser irresponsável nem teimosa, afinal na gravidez do Miguel tomei mesmo insulina, e agora faria o mesmo... se fizesse sentido. Os valores andam bons, há vários dias que não saem dos valores de referência. Tive azar: nos dois dias antes da consulta tive dois valores em jejum ligeiramente acima do que é suposto. Primeiro o médico nem reparou nesses valores e mandou-me continuar com a dieta. Depois viu esses valores e foi um "Deus me acuda". Toma lá uma receita para a insulina e vemo-nos antes do parto. E eu fiquei a olhar para o que ele escreveu e a olhar para os valores da glicemia e achei que o bom senso devia prevalecer. A consulta foi no início da semana e cá em casa concordámos em esperar até final da semana para decidir se se avançava com a insulina ou não. Depois do dia da consulta não houve um único valor acima do suposto. Também fiz análises no laboratório, não fosse o aparelho que uso para medir a glicemia estar desorientado, e os valores foram ainda melhores. De modo que, para já, nada de insulina porque honestamente não vejo motivos para isso. Não sou médica, mas sei ler os valores e se estão dentro dos valores de referência, insulina para quê?

15.6.16

36 semanas já passaram!

Já entrei na 37ª semana! Diz-me a app que uso para não me perder na contagem das semanas que se já não for o primeiro filho é muito provável que o bebé nasça esta semana. Por um lado estou cansada, com dores no fundo da barriga (novidade para mim, na gravidez do Miguel não senti nada disto), faço alguma ginástica para apertar as sandálias, e virar-me na cama exige alguma calma e cuidado, o que poderia indiciar que estou mortinha para me livrar da barriga e passar à fase seguinte. Mas, por outro lado, parece-me que o Miguel merece mais uns dias de filho único e agora acho que o tempo passou num abrir e fechar de olhos e estou naquela fase em que acho que ainda não estou preparada para dividir o meu tempo entre dois bebés (um bocadinho tarde para pensar nisto, não?). Bom, na verdade desconfio que tudo se resume a algum receio do desconhecido e do medo legítimo de não conseguir dar ao Miguel a atenção que ele merece. Escrevo isto e penso "mas que raio... devia ter escrito que tinha receio de não conseguir dar a atenção que cada um dos dois merece". Pois devia, mas, e isto não vai soar bem, aviso já, mas é a verdade, eu morro de amores pelo Miguel, mas ainda não morro de amores pelo J. Sei bem que há mães que borbulham corações cor de rosa assim que sabem que estão grávidas, mas eu preciso de tempo para que o sentimento cresça e, pior mais que isso, sou um bocadinho como S. Tomé: preciso de ver para crer. Pode soar frio, distante, mas é o que se passa por estes lados, preciso de tempo antes e depois do nascimento para que os meus sentimentos pelos pequenotes cresçam. Para além de tudo isto, que já senti com o Miguel, ainda estou naquela fase pré-nascimento do segundo filho, em que duvido conseguir amar o segundo como amo o primeiro. Acredito piamente no que todas as mães de mais do que um dizem, que há espaço para amar igualmente quantos filhos tivermos, mas ainda não o sinto na pele e, por isso, ainda ando aqui meia abananada com tudo isto.

E é isto, no fim da semana há nova consulta e com sorte o colo do útero ainda não está a dar de si, e o bebé vai ser paciente e nascer só depois do pai voltar de viagem. Se bem que com a apetência que tenho para as situações surreais já me estou a ver no hospital a ter a criança sozinha. Completamente sozinha, sem pai e sem epidural, que pelo que percebi por estes lados continua a ser coisa pouco apreciada pelos profissionais de saúde. Oh Deus, quem me mandou ter filhos em Itália?

9.6.16

1 mês de Melancia e um giveaway!

A Melancia for babies completa hoje 1 mês!

Ultimamente o tempo por estes lados parece voar a todos os níveis. Ainda ontem estava em Portugal a abrir a Melancia e agora já estou de novo em Itália a comemorar o primeiro mês de loja e mini-roupas (sim, os envios são sempre feitos a partir de Portugal, ou vocês acham que depois de todas as minhas aventuras e desventuras com os correios italianos lhes ia pôr as vossas encomendas nas mãos?).

Por falar em tempo a voar, já entrei no 9º mês! Mas isto fica para outro post, onde me lamentarei até à exaustão do cansaço e das dores quase permanentes na pança cada vez mais proeminente.


Voltemos à Melancia, vamos celebrar! Claro que sim! Como? Com um giveaway!
Para receberem em casa uma peça Sture & Lisa (todas as peças em algodão orgânico certificado) à vossa escolha só têm que:

O vencedor será selecionado de forma aleatória e anunciado na página do Facebook da Melancia for babies, no dia 19 de Junho!



🍉 🍀 Boa sorte! Bo🍀🍉


6.6.16

desconfio que não chego às 40 semanas

As minhas memórias dizem-me que estava fresca como uma alface no final da gravidez do Miguel. Lembro-me de me sentir esmagada se me deitasse de barriga para cima (algo que comecei a sentir muito antes do final da gravidez), mas tirando isso estava óptima. Claro que me cansava mais facilmente do que o habitual, mas estava bem. Desta vez sinto-me muito mais cansada e sinto mais o peso da barriga, além de me parecer que nesta fase já tenho uma barriga maior do que tinha quando o Miguel nasceu. Não estou mais pesada nem engordei mais (na verdade engordei menos), mas é a sensação que tenho. Tenho o feeling de que desta vez não vai haver indução e não vou chegar ao final do tempo. Esperar para ver!

3.6.16

e se o pai tiver que viajar na altura em que o parto já não será uma surpresa total?

Na última semana a barriga agigantou-se! Daqui a pouco pareço um ovo com bracitos e pernitas! Estou mais magra, o que ainda acentua mais a barriga mais que proeminente. E hoje soubemos que o marido vai ter que viajar daqui a 3 semanas. Ora, dada a altura e a nossa pontaria, o J. ainda nasce com o pai ausente, o que tendo em conta que estamos sozinhos fora do nosso núcleo é capaz de não ser um acontecimento brilhante. Oh puto, tu nasce antes ou depois, mas exactamente daqui a 3 semanas é que não!

1.6.16

será?

Não quero lançar foguetes antes da festa, mas pelo menos para já diria que os diabetes estão controlados. Será que desta vez me escapo à insulina? A barriga cresce, mas a balança pouco mexe, o que é bom sinal. De vez em quando lá aparece um valor fora dos limites em jejum ou ao jantar porque passei demasiado tempo sem comer, mas de resto tudo normal. Não passo fome, ao contrário do que muitos pensam. Mostro-vos já que ando bem alimentada: por exemplo, o almoço de hoje foram queijos grelhados, espargos com presunto enrolado e salada. Haja imaginação e poucos hidratos de carbono! 

quase a dizer adeus ao 8º mês

Entrei na 35ª semana. Passou tão depressa e ao mesmo tempo o dia em que desconfiei que poderia estar grávida parece-me agora tão distante. Estávamos na Eslovénia, numa livraria. Eu estava a embalar o Miguel no carrinho, porque o moço achou que o ambiente da livraria era demasiado sossegado para ele e decidiu mostrar o potencial dos seus pulmões. Enquanto estava naquele empurra o carrinho para a frente e puxa o carrinho para trás senti-me ligeiramente enjoada. Não sou pessoa de enjoar por dá cá aquela palha, de modo que houve ali um centésimo de segundo em que pensei "Será?...". Seguiu-se um "Não pode ser..." e depois um "Bom, na verdade até pode". Mas "Não, não pode ser...". Fiquei a pensar naquilo mas, ao contrário do que teria feito noutras alturas, não fui a correr a uma farmácia comprar um teste. Aproveitei Liubliana e Bled, comi a melhor sopa de cogumelos de todos os tempos, aproveitei o mar e de regresso a Itália acabei por comprar o tal teste, que fiz sem grande convicção nem esperança. E, claro, é sempre nestas alturas de descrença ou "estou-me nas tintas" que somos surpreendidos! Risca clara, muito clara, mas visível. E o meu mundo mudou mais um bocadinho naquele dia. Estou agora na última semana do 8º mês. E a vida está prestes a mudar mais um bocadão!

o cabelo e a gravidez

Na gravidez do Miguel devem-me ter caído para aí uns 5 cabelos durante toda a gravidez. O cabelo simplesmente não caía. Tenho o cabelo encaracolado que cai que se farta quando me penteio, mas durante aqueles meses a escova ficava sem nenhum cabelo agarrado. Quatro meses depois do Miguel nascer começou a debandada do cabelo, meu e do Miguel. O pequeno mafarrico tinha nascido cheio de cabelo e aos 4 meses o cabelo dele decidiu dizer adeus. Não caiu todo, mas quase. O meu também achou que era tempo de se despedir de mim. Não me caía cabelo apenas quando me penteava, caía a toda a hora. O chão cá de casa ficou revestido a cabelo. 

Desta vez não me cai cabelo como normalmente, mas a diferença é muito pequena. Espero que depois do nascimento do J. não se repita o que aconteceu depois do nascimento do Miguel, ou o mais certo é ficar quase careca!

portes gratuitos até final da semana, yeah!!

No primeiro Dia da Criança da Melancia for babies... comemoramos com portes gratuitos em todas as encomendas e para todos os destinos, até final desta semana! Oh yeah!

Código: BABY a usar no checkout!

30.5.16

é quase como se estivesse a cozinhar: chá de camomila e maisena

Até aqui nada de rabinho vermelhusco ou assado. Até que chegámos aos 17 meses e a coisa se dá. De um momento para o outro o Miguel ficou com o rabito (o corrector insiste em escrever rabino!) vermelho e com algumas zonas em muito mau estado. Normalmente nem creme de mudar a fralda uso. Uso, desde que nasceu, compressas tecido não tecido e água morna, muito esporadicamente uso o creme da Mustela. Mas agora eram precisas medidas mais radicais. Lá fui eu comprar um creme de que tinha ouvido maravilhas. A pele pior não ficou, mas também não melhorou. Hora de pôr em acção soluções caseiras: em vez de água usei chá de camomila para limpar o rabiosque do pequenote, e depois polvilhei-o com maisena, e ainda lhe pus mais umas colheres de maisena na água do banho. Tiro e queda. Deixámos de ter um rabino rabito pele vermelha cá em casa!

29.5.16

trovoada de ontem

Gosto de trovoada. Gosto de estar sossegada em casa e ouvir a fúria do tempo lá fora. Mas ontem à noite foi medonho. Por estes lados é comum haver trovoadas fortes nesta altura do ano, mas nunca nada como ontem. Estava a adormecer o Miguel quando ouvi o trovão mais sonoro de sempre e a casa estremeceu. Estranhamente o Miguel sossegou com aquele barulho e adormeceu em três tempos. Voltei à sala e pouco depois víamos fogo aqui perto. Alguma coisa ardia. Estava escuro, não conseguimos perceber se era vegetação ou alguma casa. Ouvimos os bombeiros a circular nas redondezas durante bastante tempo. Imagino que aquela situação não tenha sido única. Continuei os meus afazeres de fim de dia e não pude deixar de pensar no fim de dia das pessoas afectadas. Assusta sempre e assusta muito mais quando bate à porta quase ao lado da nossa.

28.5.16

a questão que já se me coloca há umas semanas

Por aqui já está calor. Daqui a mais umas semanas estará um calor abrasador e será altura de dormir com as janelas abertas (a única forma de conseguir dormir!). Os invernos por estes lados são gélidos, os verões muito quentes e húmidos. Como é que vou sobreviver a estas temperaturas com dois bebés colados a mim, e com um a ser amamentado? (Eu sei, eu sei, há mães a passar pelo mesmo, e bem pior, em todo o mundo, e vivem alegres e felizes; eu não serei excepção! mas que vai custar, ai isso vai!)

27.5.16

grávida há 3 anos

Sinto-me grávida há mais de 3 anos. Descobri que estava grávida em Junho de 2013. Deixei de estar grávida em Julho. Comecei a tentar engravidar logo de seguida. Descobri que estava grávida em Fevereiro de 2014. Em Março a gravidez chegou ao fim. Em Abril tornei a engravidar. O Miguel nasceu em Dezembro. Em Julho de 2015 descobri que estava grávida. Em Agosto deixei de estar. Em Novembro engravidei de novo. Se tudo correr bem o J. nasce em Julho.

Acho que estou tão feliz quanto cansada. Mudei de país em Maio de 2013 e desde aí a vida tem sido um corrupio, uma sucessão de picos e vales sem igual (a muitos níveis, não apenas no que se relaciona com gravidez/maternidade). Nunca tive uma vida serena ou aborrecida, mas nestes últimos três anos consegui bater todos os records. Preciso de coisas simples como voltar a vestir a minha roupa, não ter consultas a toda a hora, não fazer análises constantemente, poder fazer planos sem pensar "nessa altura não posso porque estou grávida e coincide com a fase em que a gravidez costuma correr mal", "nessa altura não posso porque é quando nasce o bebé" (tive que dizer tantos "nãos" nestes anos, a causa foi a melhor, mas não deixou de custar virar costas a projectos que tanto queria). Preciso de voltar a ter algum tempo para mim, coisa mailinda de se escrever a meia dúzia de semanas de ter o segundo filho! Posso ser mal entendida, mas o que quero dizer é que me apetece ter vida sem pensar em testes de ovulação ou gravidez, ou "será que é desta?". Nem sequer estou ansiosa para que esta gravidez chegue ao fim, nada disso, cada momento a ser saboreado como deve ser, mas preciso de ultrapassar esta fase. Tanto "estou grávida", "já não estou grávida", "vamos tentar de novo", "será que é desta?" deixou-me cansada e agora preciso de viver os meus dois filhos e viver as outras facetas da minha vida que andam meio esquecidas na confusão destes dias. 

só para não me esquecer (como se fosse possível)

- tenho um bebé de 17 meses
- estou na 34ª semana da gravidez
- tenho um marido que precisa e merece atenção
- tenho uma casa que não tem a capacidade de se limpar nem de se arrumar (uma pena)
- para a semana chegam peças novas à loja
- na semana seguinte igualmente
- na altura em que é previsto o J. nascer chegam muitas peças novas
- continuo a fazer investigação

Meti-me nisto tudo de livre e espontânea vontade e, curiosa e estranhamente, gosto do caos em que consigo transformar a minha vida quando podia estar tão mais sossegada!


adoro macacões :-)

Nunca conseguiria divulgar e vender peças em que não acredito e que nada me dizem, o que significa que todas as mini-fatiotas que estão na Melancia me agradam mesmo, e muitas já moravam cá em casa muito antes de haver loja. As peças que agora tenho na Melancia são peças que visto ao Miguel desde recém-nascido e, no caso das peças de menina, aquelas que compraria se não estivesse em minoria cá em casa. Mas se tivesse que escolher o meu tipo de fatiota favorita acho que não teria muitas dúvidas: adoro macacões! Adoro ver bebés com macacões! Gosto de ver os bebés vestidos como bebés que são (e não como adultos em miniatura), e para mim não há nada mais amoroso que ver um bebé com um belo macacão!



    

as sestas que quase davam comigo em louca!

O Miguel, com excepção das primeiras 3 ou 4 semanas, sempre fez sestas curtas, muito curtas mesmo. Às vezes dormia 5 minutos, outras 10, 15 de vez em quando e 20 minutos quando o rei fazia anos. Cheguei a cronometrar as sestas, não fosse apenas impressão de quem vê o tempo a correr sem dar para tudo o que se queria, e afinal o rapaz dormir horas e eu ter uma percepção errada do tempo. Não estava enganada, ele dormia mesmo muito pouco tempo seguido. Várias amigas me tinham alertado para a dificuldade dos dois primeiros meses, mas que depois tudo ia melhorando. No meu caso não foi assim. Preparei-me mentalmente para dois meses infernais. Não foram semanas fáceis, mas acho que me aguentei bem à bronca. Depois fiquei à espera do paraíso... que não chegou. Com 3 meses o Miguel fazia as tais micro-sestas (quase sempre ao colo) que não me permitiam fazer nada de nada e só estava bem ao colo, ou chorava desalmadamente. Agora olho para trás e ainda estou para perceber como é que a casa não se transformou num verdadeiro caos de pó, cotão e roupa para lavar e passar. Parece que também ninguém passou fome e, infelizmente, a única pessoa que cozinha cá em casa sou eu. Tinha amigas com bebés da mesma idade que diziam ter saudades deles, já que os rebentos dormiam 4 e 5 horas seguidas. Ainda estou para saber o que é uma sesta de 4 horas! Mas, por volta dos 11 meses, o mafarrico que me vira a casa e a vida do avesso começou, finalmente, a fazer sestas mais longas. Uma hora seguida a dormir e eu a descobrir o nirvana! Agora, com 17 meses, faz uma sesta por dia. No mínimo dorme uma hora, normalmente hora e meia ou duas, e em dias de festa brinda-me com 3 horas seguidas de sono diurno. Agora é esperar para ver o que acontece quando o irmão nascer... (medo!)

pequeno-almoço

Na gravidez do Miguel cheguei a uma fase em que o pequeno-almoço tinha que ser sopa, ou os valores da glicose trepavam até patamares proibidos. Desta vez ainda posso deixar a sopa para outras refeições, se bem que acabei por concluir que há coisas bem piores que sopa ao pequeno-almoço!

Desde pequenos é-nos ensinado que o pequeno-almoço são cereais, ou pão e leite e pouco mais, e a verdade é que o pequeno-almoço é uma refeição que pode ir tão além do básico. Por um lado entendo que dê jeito ser uma refeição simples e de fácil preparação, afinal é início de dia e queremos é despachar-nos rápido para sair de casa, mas há pratos que se podem preparar rapidamente e que nos  (pelo menos a mim!) deixam mais saciados e mais felizes. 

Ter diabetes gestacional não me permite comer pão ao pequeno-almoço (nem em momento nenhum do dia), de modo que fui à procura de alternativas. O pequeno-almoço padrão por aqui inclui um ou dois ovos (cozidos, mexidos, estrelados), abacate ou tomate ou fruta (maçã, morangos, melancia ou nêsperas - as outras frutas não podem entrar na minha dieta, têm demasiado açúcar), queijo ou iogurte grego natural e café (de conferência, quem vai frequentemente a conferências sabe ao que me refiro, café que não sabe a nada, basicamente água castanha!). Também já comi frango de churrasco, peixe grelhado ou uma salada grega ao pequeno-almoço. Soube-me muito bem e os valores da glicose mantiveram-se dentro dos níveis de referência. Mas devo confessar que sinto saudades de de vez em quando poder molhar a gema do ovo estrelado num bocadinho de pão! 

26.5.16

barriga em movimento

Entrei verdadeiramente na fase em que a barriga não pára: ora saltita, efeito dos soluços da micro-criatura (já havia uma mini, agora há uma micro que de micro já não tem nada), ora rebola de um lado para o outro, ora parece ir rebentar porque o pequenote decide empurrá-la como se não houvesse amanhã. O que de melhor tem a gravidez: poder senti-lo quase a toda a hora, enquanto é só meu.

25.5.16

entrei na 34ª semana!

Falta pouco mais de mês e meio. Ou, se for como o irmão, já falta menos de mês e meio! Respiro fundo e continuo a dar comigo a perguntar "Como é que já chegámos aqui?". Mas devia era pôr o meu lado prático em acção e ir passar a pilha de bodies e fatinhos de tamanho mini-mini que está ali a olhar para mim.

Daqui a um mês e meio terei duas mini-criaturas em casa! Estou tramada feliz, queria dizer que estou muito feliz!

as leggings com desenhos no rabo! :D

Já não sei como nem quando me cruzei pela primeira vez com as leggings coloridas e divertidas da Blade & Rose. Devia estar na fase inicial de procura de roupa engraçada e confortável para o Miguel. Na altura não podia imaginar que uns tempos depois iria estar a vender esta marca! Na verdade foi a primeira marca que contactei, mais de um ano antes de decidir mesmo abrir a Melancia. O Miguel vestiu-as logo de início e continua a vesti-las agora. Mais confortáveis não podiam ser.

ter diabetes

Ter diabetes é comer uma cenoura crua e achar que aquela cenoura é tão doce como um tiramisu.

Para já os valores da glicemia vão estando controlados (oh yeah!), com excepção de uma ou outra refeição em que decido testar novos alimentos ou combinações de alimentos e chego à conclusão que não são uma boa opção.

24.5.16

cansaço

Na gravidez do Miguel o 3º trimestre passou-me  um pouco ao lado. Todas me falavam do cansaço, da exaustão, de como era difícil e desconfortável dormir, das dores, do desespero por chegar ao final da gravidez. Depois do stress dos primeiros três meses e dos sustos constantes que me acompanharam no 2º trimestre, os últimos meses de gravidez foram uma espécie de bálsamo, só interrompido pelos diabetes. 

Desta vez o primeiro trimestre foi igualmente stressante (ainda que tenha passado mais depressa, estava entretida a cuidar do Miguel!), mas de resto a gravidez tem sido serena. Mesmo os diabetes, que mais uma vez são um elemento desestabilizador, não estão a ter o impacto que tiveram na gravidez do Miguel. Mas (há quase sempre um mas, não é?) desta vez sinto o cansaço do terceiro trimestre. Não me apetece que a gravidez termine já, tenho ainda muita coisa para preparar e terminar antes do J. nascer. Mas sinto-me cansada. Há dias em que acordo cansada. Não conhecia esta sensação, felizmente, e é um pouco desesperante acabar de sair da cama com os níveis de energia já na reserva. A sesta diária do Miguel é o meu momento de relaxamento, ainda que, sem excepção, ocupe este tempo a trabalhar (trabalhar em sossego com uma caneca de chá ou café ao lado é uma forma de relax para mim). Podia dormir, podia esticar-me no sofá, podia ler um livro ou ver um filme, mas a workaholic que normalmente habita em mim continua a viver no meu eu grávido. Sinto-me mais pesada do que na gravidez do Miguel quando na verdade peso menos (33 semanas, 4 quilos a mais). Na gravidez do Miguel ocupava o tempo como bem entendia e não tinha que correr e fazer o pino enquanto tomava conta de um bebé irrequieto de 17 meses. Agora, desde que acordo até que me deito, lido com a energia inesgotável de um pequeno mafarrico. Acho que a razão do cansaço é mais esta do que qualquer causa física minha. Eu estou igual, mas desta vez o ambiente que me rodeia exige mais de mim.

23.5.16

3 anos de Itália

Vivo em Itália há 3 anos e poucos dias. Já o disse, já o escrevi, mas não há como fugir a esta verdade: nunca eu poderia imaginar quando me mudei que 3 anos depois teria um filho, estaria quase a ter o segundo, resultado da minha quinta gravidez, e estaria casada. Vim para Itália a querer acreditar que a relação recente e frágil que tinha iria sobreviver. No entanto, naqueles 2 ou 3 centésimos de segundo de racionalidade que me permiti na altura, sabia que dificilmente aquele fiozinho que nos unia iria resistir à distância e à ausência. A verdade é que acabei por confirmar o já gasto "a vida dá muitas voltas". Achava que ia viver 3 anos sozinha em Itália e já vim para cá acompanhada por um filho que não resistiu, mas que muito contribuiu para a nossa união. Estive apenas 3 meses sem ti. Daqui a 4 meses já não estaremos em Itália. Já depois do Miguel nascer dizíamos em tom de brincadeira que viemos dois e iríamos embora quatro, contando com o cão que arranjaríamos entretanto. Continuamos sem cão, mas seremos mesmo quatro quando dissermos adeus a Itália. Para trás ficam os anos pré-Itália em que estivemos desentendidos e nem sequer olá dizíamos um ao outro, para trás ficam todas as dúvidas, para trás ficam as gravidezes que terminaram demasiado cedo, para trás fica o lugar onde os nossos filhos nasceram e a primeira casa onde viveram. Um dia voltamos para lhes mostrar o castelo que se vê da sala de partos, o lago onde tentei afogar a dor das perdas, o local onde trabalhámos e que não nos deixa grandes saudades e as casas onde vivemos e fomos felizes.

as noites do Miguel (e as minhas!)

O Miguel andava a dormir tão bem, até que há duas noites acordou 4 vezes, e na última noite seguiu o mesmo caminho. Acorda e bebe leite como se estivesse esfomeado. Isto de acordar 4 vezes depois de ter passado meses a levantar-me de hora a hora, ou mais, não é o fim do mundo, especialmente porque daqui a poucas semanas voltarei ao ritmo alucinante de dar de mamar a toda a hora. Mas, também por este motivo, nesta fase saber-me-ia bem aproveitar as últimas noites de sossego durante longos meses. Esperar para ver se é uma fase curta ou nem por isso.

21.5.16

talvez a primeira fatiota do J.


Não sei se será a primeira roupa, mas será uma das primeiras. A foto é de ontem (tirada enquanto o Miguel dormia a sesta e me dava alguns minutos de silêncio e quietude), ainda antes da consulta, mas a querer acreditar que tudo estava bem. E estava mesmo :-)

A fatiota é da Melancia, como não podia deixar de ser ;)

2 quilos de bebé!

Respirei fundo!

O J. não está grande nem pequeno. A dieta não o deixa subnutrido e a glicose que me adoça o sangue não o está a fazer gorducho. O líquido amniótico está na quantidade certa e a placenta está bem e recomenda-se. Para já, os diabetes têm efeito zero. Saí da consulta mais serena.

Diz a médica que o J. é igual ao Miguel. Acredito. Da vez anterior ela bem viu as semelhanças entre o pequenote e o pai, e eu não via nada de nada na ecografia, de modo que confio nos pareceres dela!

Cheguei a casa, fui vasculhar as mini-mini-roupas do Miguel e estão neste momento a lavar. Comecei a arrumar os armários do Miguel, que vão ter que dar para dois, e estou pronta para daqui a pouco me dedicar a passar mini-roupa. Talvez precisasse desta consulta para verdadeiramente crer no que está a acontecer. Deu-se o click.

20.5.16

consulta amanhã!

Amanhã é dia de consulta. Será a primeira eco depois de confirmar que tenho diabetes. Estou expectante, não posso negar. Será que o bebé está a crescer bem? Será que o seu desenvolvimento é normal? Será que a dieta, basicamente sem hidratos de carbono, está a ter alguma implicação no desenvolvimento do pequeno J.? Quase 33 semanas, 4 quilos a mais, será pouco e/ou preocupante? Os diabetes vão estando controlados, mas os valores em jejum começam a roçar os limites e a ultrapassá-los uma vez por outra. Será que tenho que voltar à insulina (não queria mesmo nada)?

Inspiro, expiro, mais um dia e terei respostas (das boas, espero!).

aproveitar o sol!

Estamos de regresso a Itália. Depois de uns dias a acertar o horário dos sonos (o que fez com que o Miguel acordasse depois das 9, oh yeah!), voltámos ao ritmo habitual (olá 7 da manhã!) e aproveitámos o sol matinal.


Estender esta mini-roupa tem um encanto diferente de simplesmente estender roupa! ;)

(para quem tiver curiosidade, a mini-roupa está disponível na Melancia for babies e esta é toda da Smafolk)

19.5.16

não consegui resistir à Melancia

Eu sei, foi uma espécie de loucura abrir a loja nesta fase. Eu não seria eu se fizesse tudo no tempo que os outros consideram certo. Este não foi o momento ideal, mas para mim foi o momento correcto. Ou era agora ou não era. Não gosto de ficar a ruminar nos "e se?", de modo que decidi dar o passo em frente. Tudo tratado à distância, burocracias e legalidade incluídas. Viva a internet e todos os serviços online a que temos acesso.

A Melancia for babies foi crescendo em mim ao longo de vários meses, mais de um ano. Não tinha nome, não tinha imagem, era apenas uma ideia. De um dia para o outro não resisti a transformar a ideia em algo palpável. Sim, é uma loja online, nada palpável, mas as mini-roupas são bem reais (e macias, acrescente-se!). Para os outros não passa de mais uma loja ou de mais um site, para mim é um projecto sentido, pensado e alinhado com a minha vida actual (tão tão diferente de tudo o que alguma vez poderia imaginar para mim). Vivo entre mini-fatiotas e tudo o mais que é mini 24 horas por dia. Em breve vou multiplicar por dois esta vertente. Como não pegar em algo que me preenche os dias e os deixa tão mais sorridentes e dar um outro passo? Não sei resistir às tentações, é o que é. 

acredito que vou sobreviver

Sei que a tarefa que me espera não é fácil, mas a verdade é que pouco tenho pensado nisso. Lembro-me bem da falta de tempo para tudo quando o Miguel tinha poucas semanas (meses...). Não havia tempo para tomar banho, para comer, para ter a casa organizada. O Miguel fazia sestas de 5 ou 10 minutos, o que não ajudava à festa. Praticamente todo o tempo era ocupado a dar de mamar, trocar fraldas, dar banho, tê-lo ao colo e tirar leite com a bomba. A realidade agora é outra. Vem aí o J. e o Miguel já cá está. Não sei como vou gerir o tempo (a vida?), mas sei que capacidade de adaptação nunca me faltou. Tenho alguma experiência recente nisto de tratar de bebés mantendo a sanidade mental, de modo que acredito que vou sobreviver. 

Entrei em contagem decrescente, faltam menos de 2 meses para sermos 4!

12.5.16

não há coisa melhor :)

O Miguel começou há poucos dias a agarrar-me a mão para que eu vá com ele para aqui e para ali. E hoje agarrou-me a mão e adormeceu logo a seguir. 

31 semanas!

31 semanas completas! Ainda não estou bem em mim! Estou tão incrédula com a velocidade a que o tempo está a passar que ainda não preparei nada de nada. Eu bem me prometi que desta vez iria fazer as malas com muito tempo de antecedência, não fosse haver alguma surpresa, mas já começo a achar que vou repetir o que fiz na gravidez do Miguel (e que na verdade não correu nada mal!).

Confirmo que o segundo filho é um "desgraçado"! Para o primeiro arranja-se tudo com mil e um cuidados e muitas mariquices. Aliás, compra-se tudo o que é necessário e muito completamente desnecessário. O segundo filho... bom, o segundo, a ver o que se passa pelos meus lados, está cheio de sorte porque não me esqueço de ir às consultas e tomar as vitaminas! :D Tudo o resto são pormenores: roupas? (parece que há por ali do irmão! bebés de estações diferentes? isso é detalhe!), berço? (uns dias antes do parto monta-se o do irmão), ovo e carrinho? (estão na garagem, é só limpar), produtos de higiene? (acho que ainda há ali de tudo), fraldas? (isso tenho mesmo que comprar, não esquecer!). A sorte é eu não pensar ter um terceiro filho, ou o pobre ainda nascia e eu nem sabia que estava grávida!

Bom, na verdade não me posso lembrar apenas das consultas e das vitaminas. Os diabetes gostaram de mim da outra vez e decidiram fazer nova visita. Os resultados da curva da glicémia foram bem piores agora do que na gravidez do Miguel, mas estou a conseguir controlar melhor os valores da glicose desta vez. Imagino que a experiência da gravidez anterior esteja a dar os seus frutos. Nada de arroz, nem de massa, nada de pão, um quase nada de batata, muitos legumes, carne, peixe e ovos à vontade e consigo ter bons resultados (basicamente estou a fazer uma dieta paleo low carb!). Os valores da glicose em jejum começam a ser problemáticos (já na gravidez do Miguel foram a minha maior dor de cabeça), mas fazendo uma mini-ceia antes de dormir e acordando cedo (como se o Miguel me deixasse levantar tarde!) tenho conseguido não ultrapassar o valor de referência.

Os diabetes são uma dor de cabeça, mas têm um efeito positivo: 31 semanas e 4 quilos a mais. Estou pançuda (mais do que na gravidez do Miguel), mas as calças caem (só não caem porque a barriga as mantém bem seguras!). Desde que comecei a dieta radical dos diabetes que o peso não aumenta. Estou ansiosa pela próxima consulta para saber se está tudo bem com o pequeno J.. Na gravidez do Miguel desesperei por estar a perder peso na recta final da gravidez, mas só eu emagreci, não o bebé. Espero que a história se repita.

9.5.16

Melancia for babies - já online! oh yeah!


E a nova aventura começou: a "Melancia for babies" está online! :-)

Para quem passar por aqui e se perder de amores por alguma peça da Melancia: código promocional PORAI10 e têm direito a 10% de desconto em todas as encomendas realizadas até 15 de Maio.

(O código é introduzido no momento do checkout.)

8.5.16

Melancia for babies!



Cá está o motivo do longo silêncio! Na Segunda haverá loja online. Roupa divertida, confortável e orgânica para bebés até aos 2 anos. 
Espreitem e, se tiverem ideias para melhorar ou tornar a loja mais amigável, digam coisas :) Enviem mail com as vossas sugestões se tiverem paciência e não se importarem de perder uns minutos comigo. E com o mail ali atrás estou-vos a dizer que afinal a Rosa não é Rosa! ;)

8.4.16

o segundo filho

Tudo se começa a tornar verdadeiramente real. Fui à caixa da roupa de 0-3 meses do Miguel e seleccionei aquilo que é possível usar quando o J. nascer. O Miguel nasceu no pico do Inverno, o J. nascerá (se tudo correr como o esperado) no pico do Verão, mas ainda assim há uma série de peças que é possível reutilizar. O pai acha que o J. tem necessidade de ter muita roupa nova, que não pode ser um infeliz que só usará roupa em segunda mão. Eu sou bem mais prática. Para já tudo o que puder usar do irmão, usará. Deixemos esse tipo de preocupações para mais tarde, para quando o próprio J. tiver noção do que veste.