20.6.16

filho, é ficar na piscina quentinha mais 5 dias, ok?

Sábado --> contracções + contracções + contracções, a dada altura a meio da noite achei mesmo que ainda íamos ter que interromper o sono e rumar ao hospital. Depois adormeci e tudo acalmou.

Domingo --> nada de contracções!

Se até amanhã não houver novidades, amanhã lá vou eu ter com a médica para vermos como está a dilatação.

J., sê obediente e espera até Sábado, quando o pai já estiver de volta. Pode ser? Sim? Sim? Sim?

19.6.16

a coisa está presa por dias!

Dadas as evidências e depois de explicar à obstetra que o meu marido vai viajar e regressa no final da semana, exclamo em tom de desabafo "Só precisávamos de mais uma semana...". Pela expressão dela percebi que é tempo que muito dificilmente teremos. O J. é um apressado e o mais certo é nascer esta semana (glup!). Ontem, depois da consulta, entrei em casa, fiz a mala para a maternidade (sim, ainda não estava feita) e limpei a casa toda. O marido montou o berço e trouxe a espreguiçadeira de novo para as luzes da ribalta. O Miguel anda encantado com as novidades que apareceram de um momento para o outro cá em casa. Empurra o berço como se fosse um carrinho e tenta sentar-se na espreguiçadeira!

Estou estranhamente calma. Se foi coisa que aprendi é que tudo se resolve e há tanta, mas tanta coisa que não depende de nós e que não há como controlar. O mais certo é o J. nascer quando o pai não estiver, ou mesmo antes da partida dele. Aqui somos só os dois e o miúdo (quase a tornar-se plural). Assim, colocámos em alerta vermelho (era alerta amarelo, mas ontem teve que mudar de cor) duas amigas e agora é esperar. Se me apetecia estar sozinha na sala de partos? Obviamente que não. Mas há alternativa? Não, a viagem não pode mesmo ser adiada. Portanto, espero apenas que corra tudo pelo melhor. A minha maior preocupação é mesmo que alguém responsável fique com o Miguel enquanto eu não puder.

Desde que soube da viagem que disse que com a minha apetência para situações incomuns o mais certo era o J. nascer nessa altura. Tudo se encaminha nesse sentido. A tradição parece que ainda é o que era.

17.6.16

flash sale!

Só até amanhã 25% de desconto em todos os vestidos, macacões e fatinhos de bebé!

outra novidade desta gravidez

Na gravidez do Miguel só soube o que eram contracções no momento do parto (oxitocina + contracções --> forma radical de entrar em contacto com as contracções!). Desta vez começaram a aparecer de mansinho, eu nem sabia bem se eram contracções ou não. Agora já não restam dúvidas. Olá contracções, sejam bem-vindas!

16.6.16

diabetes - a saga

Continuo apenas com a dieta, embora o endocrinologista me tenha dito para começar com a insulina. Não estou a ser irresponsável nem teimosa, afinal na gravidez do Miguel tomei mesmo insulina, e agora faria o mesmo... se fizesse sentido. Os valores andam bons, há vários dias que não saem dos valores de referência. Tive azar: nos dois dias antes da consulta tive dois valores em jejum ligeiramente acima do que é suposto. Primeiro o médico nem reparou nesses valores e mandou-me continuar com a dieta. Depois viu esses valores e foi um "Deus me acuda". Toma lá uma receita para a insulina e vemo-nos antes do parto. E eu fiquei a olhar para o que ele escreveu e a olhar para os valores da glicemia e achei que o bom senso devia prevalecer. A consulta foi no início da semana e cá em casa concordámos em esperar até final da semana para decidir se se avançava com a insulina ou não. Depois do dia da consulta não houve um único valor acima do suposto. Também fiz análises no laboratório, não fosse o aparelho que uso para medir a glicemia estar desorientado, e os valores foram ainda melhores. De modo que, para já, nada de insulina porque honestamente não vejo motivos para isso. Não sou médica, mas sei ler os valores e se estão dentro dos valores de referência, insulina para quê?

15.6.16

36 semanas já passaram!

Já entrei na 37ª semana! Diz-me a app que uso para não me perder na contagem das semanas que se já não for o primeiro filho é muito provável que o bebé nasça esta semana. Por um lado estou cansada, com dores no fundo da barriga (novidade para mim, na gravidez do Miguel não senti nada disto), faço alguma ginástica para apertar as sandálias, e virar-me na cama exige alguma calma e cuidado, o que poderia indiciar que estou mortinha para me livrar da barriga e passar à fase seguinte. Mas, por outro lado, parece-me que o Miguel merece mais uns dias de filho único e agora acho que o tempo passou num abrir e fechar de olhos e estou naquela fase em que acho que ainda não estou preparada para dividir o meu tempo entre dois bebés (um bocadinho tarde para pensar nisto, não?). Bom, na verdade desconfio que tudo se resume a algum receio do desconhecido e do medo legítimo de não conseguir dar ao Miguel a atenção que ele merece. Escrevo isto e penso "mas que raio... devia ter escrito que tinha receio de não conseguir dar a atenção que cada um dos dois merece". Pois devia, mas, e isto não vai soar bem, aviso já, mas é a verdade, eu morro de amores pelo Miguel, mas ainda não morro de amores pelo J. Sei bem que há mães que borbulham corações cor de rosa assim que sabem que estão grávidas, mas eu preciso de tempo para que o sentimento cresça e, pior mais que isso, sou um bocadinho como S. Tomé: preciso de ver para crer. Pode soar frio, distante, mas é o que se passa por estes lados, preciso de tempo antes e depois do nascimento para que os meus sentimentos pelos pequenotes cresçam. Para além de tudo isto, que já senti com o Miguel, ainda estou naquela fase pré-nascimento do segundo filho, em que duvido conseguir amar o segundo como amo o primeiro. Acredito piamente no que todas as mães de mais do que um dizem, que há espaço para amar igualmente quantos filhos tivermos, mas ainda não o sinto na pele e, por isso, ainda ando aqui meia abananada com tudo isto.

E é isto, no fim da semana há nova consulta e com sorte o colo do útero ainda não está a dar de si, e o bebé vai ser paciente e nascer só depois do pai voltar de viagem. Se bem que com a apetência que tenho para as situações surreais já me estou a ver no hospital a ter a criança sozinha. Completamente sozinha, sem pai e sem epidural, que pelo que percebi por estes lados continua a ser coisa pouco apreciada pelos profissionais de saúde. Oh Deus, quem me mandou ter filhos em Itália?

9.6.16

1 mês de Melancia e um giveaway!

A Melancia for babies completa hoje 1 mês!

Ultimamente o tempo por estes lados parece voar a todos os níveis. Ainda ontem estava em Portugal a abrir a Melancia e agora já estou de novo em Itália a comemorar o primeiro mês de loja e mini-roupas (sim, os envios são sempre feitos a partir de Portugal, ou vocês acham que depois de todas as minhas aventuras e desventuras com os correios italianos lhes ia pôr as vossas encomendas nas mãos?).

Por falar em tempo a voar, já entrei no 9º mês! Mas isto fica para outro post, onde me lamentarei até à exaustão do cansaço e das dores quase permanentes na pança cada vez mais proeminente.


Voltemos à Melancia, vamos celebrar! Claro que sim! Como? Com um giveaway!
Para receberem em casa uma peça Sture & Lisa (todas as peças em algodão orgânico certificado) à vossa escolha só têm que:

O vencedor será selecionado de forma aleatória e anunciado na página do Facebook da Melancia for babies, no dia 19 de Junho!



🍉 🍀 Boa sorte! Bo🍀🍉


6.6.16

desconfio que não chego às 40 semanas

As minhas memórias dizem-me que estava fresca como uma alface no final da gravidez do Miguel. Lembro-me de me sentir esmagada se me deitasse de barriga para cima (algo que comecei a sentir muito antes do final da gravidez), mas tirando isso estava óptima. Claro que me cansava mais facilmente do que o habitual, mas estava bem. Desta vez sinto-me muito mais cansada e sinto mais o peso da barriga, além de me parecer que nesta fase já tenho uma barriga maior do que tinha quando o Miguel nasceu. Não estou mais pesada nem engordei mais (na verdade engordei menos), mas é a sensação que tenho. Tenho o feeling de que desta vez não vai haver indução e não vou chegar ao final do tempo. Esperar para ver!

3.6.16

e se o pai tiver que viajar na altura em que o parto já não será uma surpresa total?

Na última semana a barriga agigantou-se! Daqui a pouco pareço um ovo com bracitos e pernitas! Estou mais magra, o que ainda acentua mais a barriga mais que proeminente. E hoje soubemos que o marido vai ter que viajar daqui a 3 semanas. Ora, dada a altura e a nossa pontaria, o J. ainda nasce com o pai ausente, o que tendo em conta que estamos sozinhos fora do nosso núcleo é capaz de não ser um acontecimento brilhante. Oh puto, tu nasce antes ou depois, mas exactamente daqui a 3 semanas é que não!

1.6.16

será?

Não quero lançar foguetes antes da festa, mas pelo menos para já diria que os diabetes estão controlados. Será que desta vez me escapo à insulina? A barriga cresce, mas a balança pouco mexe, o que é bom sinal. De vez em quando lá aparece um valor fora dos limites em jejum ou ao jantar porque passei demasiado tempo sem comer, mas de resto tudo normal. Não passo fome, ao contrário do que muitos pensam. Mostro-vos já que ando bem alimentada: por exemplo, o almoço de hoje foram queijos grelhados, espargos com presunto enrolado e salada. Haja imaginação e poucos hidratos de carbono! 

quase a dizer adeus ao 8º mês

Entrei na 35ª semana. Passou tão depressa e ao mesmo tempo o dia em que desconfiei que poderia estar grávida parece-me agora tão distante. Estávamos na Eslovénia, numa livraria. Eu estava a embalar o Miguel no carrinho, porque o moço achou que o ambiente da livraria era demasiado sossegado para ele e decidiu mostrar o potencial dos seus pulmões. Enquanto estava naquele empurra o carrinho para a frente e puxa o carrinho para trás senti-me ligeiramente enjoada. Não sou pessoa de enjoar por dá cá aquela palha, de modo que houve ali um centésimo de segundo em que pensei "Será?...". Seguiu-se um "Não pode ser..." e depois um "Bom, na verdade até pode". Mas "Não, não pode ser...". Fiquei a pensar naquilo mas, ao contrário do que teria feito noutras alturas, não fui a correr a uma farmácia comprar um teste. Aproveitei Liubliana e Bled, comi a melhor sopa de cogumelos de todos os tempos, aproveitei o mar e de regresso a Itália acabei por comprar o tal teste, que fiz sem grande convicção nem esperança. E, claro, é sempre nestas alturas de descrença ou "estou-me nas tintas" que somos surpreendidos! Risca clara, muito clara, mas visível. E o meu mundo mudou mais um bocadinho naquele dia. Estou agora na última semana do 8º mês. E a vida está prestes a mudar mais um bocadão!

o cabelo e a gravidez

Na gravidez do Miguel devem-me ter caído para aí uns 5 cabelos durante toda a gravidez. O cabelo simplesmente não caía. Tenho o cabelo encaracolado que cai que se farta quando me penteio, mas durante aqueles meses a escova ficava sem nenhum cabelo agarrado. Quatro meses depois do Miguel nascer começou a debandada do cabelo, meu e do Miguel. O pequeno mafarrico tinha nascido cheio de cabelo e aos 4 meses o cabelo dele decidiu dizer adeus. Não caiu todo, mas quase. O meu também achou que era tempo de se despedir de mim. Não me caía cabelo apenas quando me penteava, caía a toda a hora. O chão cá de casa ficou revestido a cabelo. 

Desta vez não me cai cabelo como normalmente, mas a diferença é muito pequena. Espero que depois do nascimento do J. não se repita o que aconteceu depois do nascimento do Miguel, ou o mais certo é ficar quase careca!

portes gratuitos até final da semana, yeah!!

No primeiro Dia da Criança da Melancia for babies... comemoramos com portes gratuitos em todas as encomendas e para todos os destinos, até final desta semana! Oh yeah!

Código: BABY a usar no checkout!

30.5.16

é quase como se estivesse a cozinhar: chá de camomila e maisena

Até aqui nada de rabinho vermelhusco ou assado. Até que chegámos aos 17 meses e a coisa se dá. De um momento para o outro o Miguel ficou com o rabito (o corrector insiste em escrever rabino!) vermelho e com algumas zonas em muito mau estado. Normalmente nem creme de mudar a fralda uso. Uso, desde que nasceu, compressas tecido não tecido e água morna, muito esporadicamente uso o creme da Mustela. Mas agora eram precisas medidas mais radicais. Lá fui eu comprar um creme de que tinha ouvido maravilhas. A pele pior não ficou, mas também não melhorou. Hora de pôr em acção soluções caseiras: em vez de água usei chá de camomila para limpar o rabiosque do pequenote, e depois polvilhei-o com maisena, e ainda lhe pus mais umas colheres de maisena na água do banho. Tiro e queda. Deixámos de ter um rabino rabito pele vermelha cá em casa!

29.5.16

trovoada de ontem

Gosto de trovoada. Gosto de estar sossegada em casa e ouvir a fúria do tempo lá fora. Mas ontem à noite foi medonho. Por estes lados é comum haver trovoadas fortes nesta altura do ano, mas nunca nada como ontem. Estava a adormecer o Miguel quando ouvi o trovão mais sonoro de sempre e a casa estremeceu. Estranhamente o Miguel sossegou com aquele barulho e adormeceu em três tempos. Voltei à sala e pouco depois víamos fogo aqui perto. Alguma coisa ardia. Estava escuro, não conseguimos perceber se era vegetação ou alguma casa. Ouvimos os bombeiros a circular nas redondezas durante bastante tempo. Imagino que aquela situação não tenha sido única. Continuei os meus afazeres de fim de dia e não pude deixar de pensar no fim de dia das pessoas afectadas. Assusta sempre e assusta muito mais quando bate à porta quase ao lado da nossa.

28.5.16

a questão que já se me coloca há umas semanas

Por aqui já está calor. Daqui a mais umas semanas estará um calor abrasador e será altura de dormir com as janelas abertas (a única forma de conseguir dormir!). Os invernos por estes lados são gélidos, os verões muito quentes e húmidos. Como é que vou sobreviver a estas temperaturas com dois bebés colados a mim, e com um a ser amamentado? (Eu sei, eu sei, há mães a passar pelo mesmo, e bem pior, em todo o mundo, e vivem alegres e felizes; eu não serei excepção! mas que vai custar, ai isso vai!)

27.5.16

grávida há 3 anos

Sinto-me grávida há mais de 3 anos. Descobri que estava grávida em Junho de 2013. Deixei de estar grávida em Julho. Comecei a tentar engravidar logo de seguida. Descobri que estava grávida em Fevereiro de 2014. Em Março a gravidez chegou ao fim. Em Abril tornei a engravidar. O Miguel nasceu em Dezembro. Em Julho de 2015 descobri que estava grávida. Em Agosto deixei de estar. Em Novembro engravidei de novo. Se tudo correr bem o J. nasce em Julho.

Acho que estou tão feliz quanto cansada. Mudei de país em Maio de 2013 e desde aí a vida tem sido um corrupio, uma sucessão de picos e vales sem igual (a muitos níveis, não apenas no que se relaciona com gravidez/maternidade). Nunca tive uma vida serena ou aborrecida, mas nestes últimos três anos consegui bater todos os records. Preciso de coisas simples como voltar a vestir a minha roupa, não ter consultas a toda a hora, não fazer análises constantemente, poder fazer planos sem pensar "nessa altura não posso porque estou grávida e coincide com a fase em que a gravidez costuma correr mal", "nessa altura não posso porque é quando nasce o bebé" (tive que dizer tantos "nãos" nestes anos, a causa foi a melhor, mas não deixou de custar virar costas a projectos que tanto queria). Preciso de voltar a ter algum tempo para mim, coisa mailinda de se escrever a meia dúzia de semanas de ter o segundo filho! Posso ser mal entendida, mas o que quero dizer é que me apetece ter vida sem pensar em testes de ovulação ou gravidez, ou "será que é desta?". Nem sequer estou ansiosa para que esta gravidez chegue ao fim, nada disso, cada momento a ser saboreado como deve ser, mas preciso de ultrapassar esta fase. Tanto "estou grávida", "já não estou grávida", "vamos tentar de novo", "será que é desta?" deixou-me cansada e agora preciso de viver os meus dois filhos e viver as outras facetas da minha vida que andam meio esquecidas na confusão destes dias.