31.8.11
dia 1, o ponto de partida
Jeff Buckley, A tia Julia e o Escrevedor, framboesas e iogurte grego com mel, chuva e vento lá fora.
30.8.11
"O tempo que já não viverei", de Fabio Volo
(imagem)
Comecei a lê-lo nos pequenos-almoços solitários e quentes no terraço e acabei-o entre os lençóis numa noite fresca, típica do fim de verão. O intervalo de tempo é mais curto do que a frase anterior pode dar a entender. Comprei-o por impulso numa feira do livro, sem saber ao que ia. As primeiras impressões não foram muito felizes, mas umas páginas depois estava mais do que convencida. Gosto de livros (e filmes) que retratem situações que possam ser reais, que retratem sentimentos simples, que de tão simples que são não nos lembraria descrevê-los. Foi isso que me piscou o olho no livro: reconhecer situações e sensações que não sabia serem partilhadas por outros (e que muito provavelmente são quase universais).
29.8.11
de quando os dias eram de férias: ilha de Tavira
As pessoas de quem deixamos de gostar fazem-nos evitar livros, filmes e lugares. Por essa razão tinha alguma má vontade com Tavira. Mas "time is a healer" e a ilha de Tavira foi amor à primeira vista.
o regresso
Hoje ainda estava de férias. Fui trabalhar. Ah, que tu não és normal. Eu sei.
Dez anos depois mudei de gabinete. Dez anos, cruzes credo! Estou ali há dez anos. Um dia destes ganho raízes e transformo-me num dos seres que eu considerava decrépitos quando para ali fui. Vade retro. Mesmo corredor, duas portas para o lado. Aparentemente nada de relevante, mas com um significado maior do que o visível.
Uma mudança, um artigo revisto e submetido, dois artigos avaliados - para primeiro dia não está mal.
28.8.11
o amor acontece em qualquer lugar, na Cacela também
Eles estavam tão entretidos que eu não resisti. Não me parecem figuras públicas nem presidentes de câmara.
é capaz de ser um sinal, não?
Dormi serenamente durante as férias, nada de despertar a meio da noite ou de passar partes da noite em branco. Nas duas últimas noites (volto ao trabalho amanhã) tive sonhos agitados e desassossegados protagonizados por pessoas com quem trabalho. Raramente sonho ou raramente me lembro dos sonhos.
É capaz de não ser um bom prenúncio.
27.8.11
projecto 365: sim ou não?
Estou com vontade de reiniciar o projecto 365. Mas, ao mesmo tempo, sei que esta espécie de obrigação de tirar uma foto por dia é coisa para passados uns dias me começar a irritar solenemente. Haverá dias em que o tempo e a paciência para tirar fotos serão nulos, e tirar fotos porque tem que ser não é para mim. Já me bastam os tem que ser a que não posso fugir. Mas ficar com um registo de fotos construído a pouco e pouco durante um ano tem piada e serve para mais tarde recordar.
A acontecer será no dia 1 de Setembro, o verdadeiro início do meu ano, com direito a jantar de rentrée e tudo.
26.8.11
25.8.11
8.8.11
6.8.11
4.8.11
3.8.11
1.8.11
30.7.11
29.7.11
\\
(hoje de manhã)
Todos falam do muito calor que está. Pois eu tenho a dizer que hoje de manhã, imbuída de espírito estival, rumei à praia para assinalar a quase entrada em férias (oficialmente de férias, na verdade esta semana muito pouco de férias). Toalha estendida, eu igualmente estendida e a conclusão foi apenas uma:
Está frio.
Por lá fiquei duas horas, com pele de galinha e pêlos em pé. A minha primeira ida à praia em férias, humpf.
A parte boa foi antes de chegar à praia: um bando de flamingos. Mas, apesar do frio que veio a seguir, a mancha cor-de-rosa no céu foi uma boa entrada nas férias. (Estava a conduzir, não há fotografias para ninguém)
27.7.11
aquário de Paris (já vos disse que adoro aquários?)
Os aquários fazem-me bem: sossegam-me, transmitem-me serenidade e paz. Houvesse um aquário aqui por perto e até há uns meses atrás eu teria sido cliente assídua, a tentar acalmar as fúrias a olhar para os peixinhos.
Mais ou menos serena, onde quer que vá e haja um aquário, é certo que lá passarei umas horas.
posso?
Bem sei que está sol e (olhos abertos de espanto) não está vento, que estamos no fim de Julho e, sendo assim, estão reunidas as condições para rumar à praia. E eu gosto de praia, mas não me apetece por agora. De modo que hoje vou trabalhar com paz e sem telefones a tocar, nem ninguém a bater à porta.
Mas por amor da santinha, tu estás de férias!
E as férias não são para fazermos o que bem nos apetece? Hoje apetece-me trabalhar, ponto final
o moinho vermelho
Fotos do Moulin Rouge só do lado de fora. Os avisos para não fotografar o interior estão bem à vista, mas ainda assim, à entrada, as máquinas fotográficas são confiscadas.
Vale a pena ver o espectáculo para saber afinal o que é o tão afamado show do Moulin Rouge. Se aquilo que se vê compensa o que se paga para entrar? Na minha opinião não. É engraçado, mas não é fabuloso. Talvez por ser tão afamado se espere mais, muito mais. No início estava algo preocupada com a espécie de Carnaval (plumas qb, pele à mostra e uns passos de dança pouco extraordinários) que se desenrolava à minha frente. Depois melhorou, mas a dada altura é como se estivéssemos no circo. Talvez o problema tenha sido meu que não sabia exactamente ao que ia, e não esperava um espectáculo de circo, com palhaços e tudo. O meu momento preferido foi a dança dentro do tanque de água com cobras (embora os bicharocos pareçam anestesiados) e a parte final é bem melhor que a inicial.
Ainda pensei que talvez tivéssemos feito uma opção menos feliz e que se tivéssemos ido ao Lido ou ao Crazy Horse a experiência seria mais interessante. Lidas, no tripadvisor, as opiniões de quem foi aos vários (aqui do Moulin Rouge, aqui do Lido e aqui do Crazy Horse) conclui-se que o espectáculo do Moulin Rouge ainda é o melhor. É coisa para se ver uma vez. Eu já vi.
26.7.11
amor à primeira vista
Não sou grande fã da Desigual. Aquela habitual mistura de cores e padrões não combina com os meus gostos, mas esta t-shirt, da Desigual pela mão do Sr. Lacroix, foi amor à primeira vista.
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